Precariedade dispara entre jovens: Portugal é o 4.º pior da UE

A precariedade laboral entre os jovens em Portugal continua a agravar-se e coloca o país entre os piores da União Europeia. Os dados mais recentes mostram que uma grande parte dos trabalhadores com menos de 30 anos está presa a contratos temporários ou vínculos instáveis, numa realidade que contrasta com a ideia de recuperação do mercado de trabalho.

© D.R.

Em Portugal, segundo o Correio da Manhã, cerca de quatro em cada dez jovens trabalham com contratos precários, um dos valores mais elevados do espaço europeu, colocando o país entre os quatro com maior incidência deste tipo de emprego.

Apesar de muitos jovens conseguirem entrar no mercado de trabalho, com taxas de emprego até acima da média europeia, essa integração faz-se, na maioria dos casos, sem estabilidade. Ou seja, há trabalho, mas muitas vezes sem garantias de continuidade ou segurança.

O retrato inclui também salários mais baixos, maior recurso a contratos a prazo e uma carga horária frequentemente superior à média europeia.

Ao mesmo tempo, o desemprego jovem continua elevado quando comparado com o resto da população. Em Portugal, ronda os 18% a 20%, bem acima da média geral, o que mostra que a entrada no mercado de trabalho continua a ser um dos maiores desafios para esta geração.

Especialistas alertam que esta instabilidade tem efeitos que vão muito além do emprego: adia projetos de vida, dificulta o acesso à habitação e aumenta a incerteza sobre o futuro.

O resultado é uma geração cada vez mais qualificada, mas também mais insegura, presa a vínculos frágeis e com menos capacidade de planear o longo prazo.

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