Crédito ao consumo aumenta em março para 944 milhões valor mais alto de sempre

Os consumidores contrataram em março 944 milhões de euros em crédito ao consumo, valor mais alto de sempre e mais 24,1% que há um ano, enquanto o número de contratos subiu 11,3% para 161.983, divulgou hoje o BdP.

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As informações hoje divulgadas pelo Banco de Portugal (BdP) sobre a contratação de crédito aos consumidores consideram crédito pessoal, crédito automóvel e crédito renovável, que inclui cartões de crédito, facilidades de descoberto e linhas de crédito.

No último mês do primeiro trimestre foram, assim, contratados 944,0 milhões de euros em 161.983 contratos de crédito aos consumidores, numa subida de 175,2 milhões de euros face a fevereiro, quando foram feitos mais 27.153 contratos.

Este é o valor mais alto desde o início da série, em 2013, quer para o número, quer para o montante de novos créditos, superando o agora segundo valor mais alto, alcançado em outubro de 2025 (853,1 milhões de euros em 157.216 contratos).

Em março, o crédito renovável totalizou 79.470 novos contratos de crédito, tendo sido a mais expressiva nesta métrica, tendo acumulado 133,3 milhões de euros.

O montante de novos créditos teve uma taxa de variação homóloga do valor acumulado (TVHA) de 11,8%. De acordo com o BdP, este indicador, que permite analisar o dinamismo da contratação de novo crédito, excluindo efeitos sazonais, atingiu 14,6% no crédito pessoal e para 3,8% no crédito renovável e para 12,1% no crédito automóvel.

No caso do crédito automóvel foram celebrados 22.362 contratos, num montante de 360,7 milhões de euros, que compara com 18.031 contratos e 287,6 milhões de euros no mesmo mês do ano passado.

No crédito pessoal, houve a contratação de mais 13.886 contratos em março deste ano que no mesmo mês de 2025, enquanto o montante contratado subiu 85,6 milhões de euros, para 450 milhões de euros no mesmo período.

Os dados hoje divulgados também se debruçaram sobre o custo do crédito, calculado através da taxa anual de encargos efetiva global, a TAEG, que inclui a taxa de juro contratualizada e outros encargos cobrados pela instituição de crédito – como comissões e impostos.

O crédito renovável apresenta o custo médio contratualizada mais elevado, com 17,9%, à frente do custo com crédito pessoal (11,9%) e automóvel (10,2%).

O crédito automóvel é a categoria de crédito com o montante mediano mais elevado entre as novas contratações, sendo que em março metade teve um valor contratado igual ou superior a 14.755 euros, contra 5.000 euros no crédito pessoal e mil euros no crédito renovável.

A duração média da contratação na compra de automóveis foi de 7,3 anos, sendo que o prazo mais curto foi para a compra de carros novos (6,3 anos, contra 7,7 anos em usados).

O BdP assinala ainda que a taxa de utilização do crédito renovável, que estabelece um rácio entre o montante vivo e o montante total contratado, situava-se em 26,9% em março de 2026.

No final de março havia 6,41 milhões de contratos vivos, num montante de 24.567 milhões de euros.

A maioria dos contratos dizia respeito a crédito renovável (3,8 milhões de contratos e 4.199 milhões de euros), enquanto o crédito automóvel representava a maior fatia do montante (10.728 milhões de euros) e o crédito pessoal tinha um saldo vivo de 9.639 milhões de euros.

Em março, 79,8% do montante em novos contratos para crédito pessoal foi feito junto de intermediários de crédito, enquanto no crédito renovável estes agentes foram responsáveis por 45% e no crédito pessoal 18,5%.

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