Portugueses pagam das faturas de energia mais carregadas de impostos da União Europeia

Em cada conta da luz e do gás, há uma parte que já não aquece, não ilumina e não alimenta, serve apenas para engordar a carga fiscal. Portugal continua entre os países que mais taxam a energia na Europa.

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Portugal continua a impor aos consumidores uma das cargas fiscais mais pesadas da Europa sobre a energia. Luz e gás chegam a casa já sobrecarregados de impostos e taxas, com o Estado a arrecadar uma fatia que coloca o País entre os mais penalizadores da União Europeia no consumo energético, avança o Correio da Manhã.

Segundo dados divulgados pela ERSE, com base em informação do Eurostat, a componente fiscal representou, em 2025, 34% do preço total da eletricidade paga pelos consumidores domésticos em Portugal. No gás natural, o peso dos impostos e taxas atingiu os 30%.

No quadro europeu, Portugal surge entre os países que mais carregam fiscalmente a energia. Na eletricidade, apenas Dinamarca, Polónia e Suécia apresentam uma carga superior. No gás natural, Portugal volta a figurar entre os mais penalizadores, apenas atrás dos Países Baixos e da Dinamarca.

No caso da eletricidade, refere o Correio da Manhã, o agravamento fiscal resulta sobretudo do aumento dos Custos de Interesse Económico Geral, que reforçaram o peso das taxas na fatura. Em termos práticos, o consumidor não paga apenas energia — paga também a estrutura de encargos que o Estado continua a somar à conta.

Ainda assim, o preço médio final da eletricidade em Portugal manteve-se, no segundo semestre de 2025, abaixo da média da União Europeia, da Zona Euro e também de Espanha.

No gás natural, o cenário repete-se com uma nuance relevante: apesar de o preço médio nacional continuar abaixo da média europeia, os consumidores portugueses pagaram mais do que os espanhóis.

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