Sem-abrigo acusado de homicídio da companheira em Alenquer

O Ministério Público acusou um homem em situação de sem-abrigo de homicídio qualificado da companheira em Alenquer, no distrito de Lisboa, na viatura onde habitualmente dormiam.

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O homem, de 60 anos, e a vítima, ambos estrangeiros, mantinham uma relação desde finais de 2024 e pernoitavam na viatura do arguido, vivendo em locais diferentes e sendo apoiados por instituições sociais, refere a acusação do Ministério Público, a que a agência Lusa teve hoje acesso.

A 07 de abril de 2025, quando se encontravam no veículo, começaram a discutir e o arguido apertou o pescoço da vítima “com força” até lhe provocar a morte.

Depois, abandonou o corpo embrulhado num cobertor e espalhou os objetos pessoais da mulher na mata circundante, tendo-se ausentado para parte incerta e abandonado o país.

De acordo com o MP, o homem “previu, quis e conseguiu atingir de forma mortal a ofendida, deixando-a prostrada e inanimada na estrada, sem ajuda e, seguidamente, prosseguir a sua marcha sem prestar socorro, sem providenciar pelo chamamento de auxílio ou verificar se alguém o fazia, indiferente ao destino da vítima”.

O corpo foi encontrado no dia seguinte, próximo da Estrada Nacional 1, nas Marés.

O arguido foi localizado uma semana depois em Praga, da República Checa, onde foi detido a 20 de abril de 2025, na sequência de um mandado de detenção europeu emitido no âmbito da investigação do homicídio da companheira.

Em agosto, o alegado homicida foi extraditado para Portugal e presente a primeiro interrogatório judicial, encontrando-se a aguardar julgamento em prisão preventiva.

O julgamento está marcado para 07 de setembro na sede da Comarca Lisboa Norte, em Loures.

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