“Portugal vive para sustentar quem nem um cêntimo contribuiu para o país”

Ventura referiu que o CHEGA deu margem ao PSD para mudar o pacote laboral, acreditando que o partido pudesse afastar-se “dos velhos vícios políticos”.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta quarta-feira o PSD de fugir a uma verdadeira reforma da Segurança Social e de preferir “atacar quem trabalha” para desviar atenções da reforma laboral que pretende avançar no país.

Durante a intervenção no Parlamento, Ventura afirmou que o CHEGA deu ao PSD “a oportunidade de mudar”, acreditando que o partido liderado por Luís Montenegro pudesse romper com “os velhos vícios políticos” e assumir uma reforma séria do sistema social português.

Contudo, o líder da oposição acusou o PSD de recuar no debate e questionou diretamente o primeiro-ministro sobre a expressão “’chincana’ política”, utilizada recentemente por Montenegro.

“Mas afinal, a ‘chincana’ política é de quem?”, atirou Ventura.

O presidente do segundo maior partido criticou ainda a atribuição de prestações sociais a imigrantes sem histórico contributivo em Portugal, considerando que o sistema atual é injusto para quem trabalha e desconta há décadas.

“Portugal transformou-se num país onde quem trabalha e desconta vive para pagar a conta de quem nada dá ao país”, afirmou.

Ventura defendeu um combate “sério” aos subsídios abusivos e à dependência do Estado, garantindo que o CHEGA pretende também acabar com as subvenções vitalícias atribuídas a antigos titulares de cargos políticos.

O líder do CHEGA acusou também PSD e Governo de não quererem fiscalizar verdadeiramente o sistema da Segurança Social, defendendo que o debate terá agora de “ir até ao fim”.

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