No documento enviado ao Folha Nacional, os deputados do CHEGA recordam que Henry Nowak, estudante de contabilidade na Universidade de Southampton, foi esfaqueado cinco vezes em dezembro de 2025 por Vickrum Digwa, cidadão britânico de origem sikh.
Segundo o texto entregue no Parlamento, o caso tornou-se particularmente polémico devido à atuação policial no local. Apesar de gravemente ferido, Henry Nowak acabou algemado pelas autoridades depois de o agressor alegar ter sido vítima de atos racistas.
O CHEGA refere ainda que as imagens captadas pelas câmaras corporais da polícia mostram o jovem a pedir ajuda e a afirmar repetidamente que tinha sido esfaqueado, ouvindo de um agente a resposta: “Não acho que tenhas sido, amigo”. Pouco depois, Henry Nowak acabaria por colapsar e morrer.
No projeto apresentado, o partido liderado por André Ventura considera que o caso expôs “a parcialidade da polícia e o perigo que dela pode resultar para cidadãos inocentes”.
Os deputados sublinham ainda que Portugal, enquanto aliado histórico do Reino Unido, “não pode mostrar indiferença” perante a tragédia, defendendo que a Assembleia da República manifeste formalmente o seu pesar pela morte do jovem britânico.
O documento termina com a condenação do homicídio de Henry Nowak e com uma homenagem ao estudante de 18 anos assassinado em Southampton.