“Em relação à reforma laboral, que ocupou a grande parte da conversa que tivemos, não houve possibilidade de chegar a entendimento em relação a essa matéria. Há temas que continuam a dividir profundamente”, afirmou André Ventura, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.
O primeiro-ministro e o Presidente do CHEGA estiveram hoje reunidos na residência oficial do chefe do executivo em São Bento, Lisboa, encontro que o gabinete de Luís Montenegro apenas confirmou como “reunião de trabalho”.
De acordo com André Ventura, um dos temas fraturantes entre o seu partido e o Governo sobre as alterações à lei laboral continua a ser a descida da idade da reforma e a reposição de dias de férias.
“Se tudo se mantiver como está, se não houver alterações da parte do Governo em relação a temas essenciais, o CHEGA não acompanha esta reforma laboral”, acrescentou Ventura.
De acordo com o líder do CHEGA, ficou “acordado com o primeiro-ministro” que o partido voltará a “sistematizar as propostas” e a apresentá-las.
Interrogado sobre se haverá espaço para negociar, Ventura respondeu que “depende do Governo”.
Na quarta-feira, em declarações aos jornalistas, o Presidente do CHEGA manifestou-se convicto de que a proposta do Governo de revisão das leis laborais será votada na generalidade, no parlamento, considerando “irracional” um cenário em que esse diploma baixe sem votação diretamente a especialidade.
A proposta de lei do executivo será debatida em plenário no próximo dia 18 e, em princípio, votada na generalidade no dia seguinte, 19 de junho.