CHEGA questiona Governo sobre falta de viaturas da PSP na ilha Terceira

O CHEGA questionou o Governo sobre a falta de viaturas operacionais ao serviço da Polícia de Segurança Pública (PSP) na ilha Terceira, nos Açores, na sequência de alertas da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia.

© D.R.

“A falta de viaturas operacionais representa não apenas um constrangimento interno para a PSP, mas também um fator de preocupação para toda a comunidade, que depende da capacidade de resposta das autoridades para garantir a ordem pública e a proteção de pessoas e bens”, afirmou hoje o partido, em comunicado.

Num requerimento dirigido ao Ministro da Administração Interna, a deputada do CHEGA eleita pelos Açores, Ana Martins, perguntou qual o número de viaturas atualmente afetas à Divisão Policial de Angra do Heroísmo [na ilha Terceira], qual a idade média da frota, quantas viaturas se encontram efetivamente operacionais e quantas estão imobilizadas por avaria, falta de manutenção ou outros motivos.

O requerimento surgiu na sequência de denúncias da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), que visitou esta semana a ilha Terceira e que alertou para a insuficiência de meios automóveis disponíveis para assegurar o normal funcionamento da atividade policial naquela ilha.

O CHEGA perguntou se o Ministério da Administração Interna tem conhecimento da situação relatada pela associação sindical e que medidas prevê tomar para a ultrapassar.

A deputada eleita pelos Açores defendeu que o Governo deve esclarecer “se os meios atualmente disponíveis são suficientes para assegurar uma resposta adequada às necessidades de policiamento da ilha Terceira, e em todas as ilhas dos Açores, e que medidas serão adotadas para garantir que os agentes da PSP dispõem das condições necessárias para desempenhar a sua missão”.

Para o CHEGA, a falta de viaturas “compromete diretamente a capacidade operacional da PSP, afetando o patrulhamento preventivo, a resposta a ocorrências e a garantia da segurança das populações”.

“Não é aceitável que os profissionais da PSP sejam obrigados a desempenhar funções de elevada responsabilidade sem os recursos mínimos necessários para responder eficazmente às exigências do serviço”, vincou o partido, em comunicado.

No balanço de uma visita à ilha Terceira, a ASPP/PSP alertou, em comunicado, para a “escassez gritante” de recursos humanos, para as “condições débeis” das instalações e para a “ausência de meios auto, logísticos e de equipamentos” nas esquadras da PSP dos Açores.

Em declarações à Lusa, o presidente da associação sindical, Paulo Santos, disse que a falta de meios nos Açores era “mais aguda” do que no continente.

“Se há falta de efetivo na PSP a nível nacional, nota-se, claramente, mais dificuldades nos Açores. Constatámos polícias a trabalhar sozinhos nas esquadras. Tivemos informações graves de que há colegas da PSP a ir a ocorrências sozinhos, o que compromete a segurança do próprio e também da comunidade”, afirmou.

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