Num comunicado divulgado no domingo à noite, a Alfândega de Hong Kong revelou que detetou um homem que chegou ao aeroporto da região chinesa vindo de São Paulo, no Brasil, através de Doha, no Qatar.
Os agentes encontraram a cocaína, com um valor de mercado estimado em cerca de 1,9 milhões de dólares de Hong Kong (212 mil euros), escondida num compartimento secreto criado na mala de porão do passageiro de 30 anos, disse a Alfândega.
O homem de 30 anos foi detido no sábado, apresentado hoje junto de um juiz num tribunal de West Kowloon e a polícia sublinhou que a investigação está ainda a decorrer.
A Alfândega de Hong Kong prometeu “continuar a aplicar uma abordagem de avaliação de risco e concentrar-se na seleção de passageiros de regiões de alto risco”.
O crime de tráfico de droga é punido na região chinesa com uma multa de até cinco milhões de dólares de Hong Kong (600 mil euros) e uma pena de prisão que pode ser perpétua.
Em 07 de junho, a polícia anunciou ter detido, também no aeroporto, uma passageira vinda do Brasil com 3,4 quilogramas de cocaína, escondida no interior de duas estátuas, na mala de porão.
Em dezembro, a polícia anunciou o primeiro caso de tráfico de droga no casco de um navio de longo curso, uma embarcação vinda do Brasil.
Funcionários da Alfândega da região chinesa apreenderam cerca de 417 quilogramas de cocaína, com um valor de mercado estimado em 256 milhões de dólares de Hong Kong (28,1 milhões de euros).
“Através de uma análise de inteligência e de uma avaliação de risco”, a polícia de Hong Kong suspeitou que criminosos estariam a usar a estrutura subaquática de um navio com 333 metros de comprimento e 48 metros de largura, que partiu do Brasil, para ocultar droga.
Mais tarde, após uma investigação, os agentes policiais detiveram dois homens.
Numa conferência de imprensa, o chefe do Departamento de Investigação de Drogas da Alfândega disse que a droga foi descoberta com a ajuda de robots submarinos.
De acordo com a imprensa local, Lau Yuk-lung revelou que a cocaína estava escondida num compartimento localizado a uma profundidade de 11 metros abaixo do nível das águas do mar.
A Alfândega acredita que o grupo criminoso pretendia utilizar o navio como um depósito móvel de droga no mar, que poderia distribuir a cocaína por diferentes regiões.
Em 2022, a polícia de Hong Kong apreendeu 16,5 quilogramas de cocaína em contentores vindos do Brasil, com um valor de mercado de 14 milhões de dólares de Hong Kong (1,8 milhões de euros).
Funcionários da Alfândega da região encontraram a droga, escondida em dois dos 230 fardos de fibras de algodão vindos do Brasil, e, mais tarde, detiveram três suspeitos.