‘Stock’ de empréstimos para habitação tem em maio maior subida homóloga desde 2003

O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu em maio 115.742 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,8%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).

© D.R.

No total, são mais 10.945 milhões de euros em empréstimos para a habitação que um ano antes e mais 1.150 milhões de euros que em abril, segundo os dados do regulador.

A taxa de variação anual verificada neste tipo de empréstimos foi, aliás, semelhante à verificada para o montante total de empréstimos concedidos a particulares, que registou uma variação anual de 10,5%, chegando aos 150.817 milhões de euros.

Para consumo e outros fins, o valor no final de maio totalizava 35.075 milhões de euros, numa subida em cadeia de 209 milhões de euros e uma taxa de variação anual de 9,2%.

Já entre as empresas, o ‘stock’ de empréstimos somava 76.184,2 milhões de euros, num crescimento de 145 milhões de euros face a abril e uma taxa de variação anual de 5,5%, abaixo dos 6,2% no mês anterior.

Os empréstimos às microempresas, pequenas e médias empresas cresceram em termos homólogos (+12,3%, +7,2% e +0,4%, respetivamente), enquanto os empréstimos às grandes empresas apresentaram uma taxa de variação anual negativa (-0,5%).

O setor da construção e atividades imobiliárias teve a primeira desaceleração na sua taxa de variação anual desde dezembro de 2025 e passou de 12,1% em abril para 11,9% no mês em análise.

No comércio, transporte e alojamento, a taxa de variação passou de 5,8% em abril para 4,6% maio, enquanto nas indústrias e eletricidade subiu 0,6%, após 1,6% em abril.

Quanto aos depósitos, o ‘stock’ dos particulares cresceu 398 milhões de euros em cadeia, para 203.017 milhões de euros, apresentando ainda uma taxa de variação anual de 4,6% – inferior aos 4,9% de abril.

Para a subida em cadeia contribuíram, principalmente, os mais 197 milhões de euros nas responsabilidades à vista e os 202 milhões de euros nos depósitos a prazo.

Do lado das empresas, o ‘stock’ nos bancos residentes cresceu 231 milhões de euros em cadeia e a taxa de variação anual foi de 12,2% – também abaixo dos 12,6% em abril –, tendo atingido os 79.095 milhões de euros.

Últimas de Economia

Um estudo da Católica-Lisbon SBE revela que 85,1% dos inquiridos manifestam elevados níveis de preocupação com o acesso à habitação, enquanto 92,1% têm preocupação com a subida dos preços.
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai aumentar em 2027 para milhares de proprietários portugueses, na sequência da atualização automática do Valor Patrimonial Tributário (VPT). A subida será de 3% para os imóveis destinados à habitação e de 4% para edifícios de comércio, serviços e indústria abrangidos pela atualização.
A editora Deco Proteste alertou hoje que alguns proprietários podem estar a pagar mais IMI do que deveriam, quando o valor patrimonial do imóvel não reflete a evolução de determinados fatores usados no cálculo do tributo.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou que a plataforma IronFX e a entidade Notesco (BVI) Limited não estão autorizadas a exercer atividades de intermediação financeira em Portugal. Em comunicado, a CMVM alerta para o facto de nem a plataforma IronFX nem a entidade Notesco (BVI) Limited estarem autorizadas para o exercício de qualquer atividade de intermediação financeira em Portugal ou para qualquer outra atividade sob a sua supervisão.
O investimento público previsto para a habitação deverá sofrer uma redução de 63% em 2027, após o fim do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A quebra surge num período em que o acesso à casa continua a representar uma dificuldade para muitas famílias.
O Governo português pretende eliminar as restrições às rendas nos novos contratos, classificando-as como uma medida ideológica. Contudo, 23 países da OCDE mantêm mecanismos de regulação dos preços, incluindo economias como a Alemanha, França e Estados Unidos.
O líder do CHEGA/Madeira, Hugo Nunes, afirmou que o partido votará contra o Orçamento Regional 2027 se não for incluído o diferencial de 30% no IVA, que visa reduzir o custo de vida dos madeirenses.
Comprar casa em Portugal nunca exigiu tanto esforço financeiro às famílias. O país atingiu, em 2025, o pior índice de acessibilidade à habitação desde 1995, liderando pela negativa uma lista de 33 países analisados pela OCDE. Na última década, os preços das casas mais do que duplicaram, enquanto os rendimentos cresceram apenas 33%.
O preço dos combustíveis para transporte individual na União Europeia teve um aumento homólogo de 31,4%, em setembro, segundo dados do serviço estatístico europeu, Eurostat.
O preço mediano dos 37.854 alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 18,4% no segundo trimestre face ao período homólogo, para 2.445 euros por metro quadrado, divulgou o Instituto Nacional de Estatística.