Ventura diz que pagar uma indemnização a José Sócrates é a maior vergonha nacional em muitas décadas

Enquanto milhares de portugueses continuam à espera de respostas da Justiça, o Estado foi condenado a indemnizar José Sócrates em 15 mil euros. Para André Ventura, a decisão representa “a maior vergonha nacional em muitas décadas”.

© D.R.

O Estado foi condenado pelo Tribunal Administrativo a indemnizar o ex-primeiro-ministro José Sócrates em 15 mil euros, por considerar que houve violação do segredo de justiça no âmbito da Operação Marquês, avançou a SIC Notícias.

Na decisão, o tribunal concluiu que o Estado deve compensar José Sócrates pelos “danos não patrimoniais” resultantes da divulgação de informação protegida por segredo de justiça, imputando essa responsabilidade à má administração da justiça. Ainda assim, o acórdão não responsabiliza qualquer magistrado ou outro interveniente em concreto.

José Sócrates intentou esta ação em 2017, reclamando uma indemnização de 205 mil euros. Além da alegada violação do segredo de justiça, o antigo primeiro-ministro invocava também o incumprimento dos prazos legais do processo. O tribunal apenas lhe deu razão quanto à primeira questão, fixando a indemnização em 15 mil euros.

Para o presidente do CHEGA, André Ventura, a decisão representa “a maior vergonha nacional em muitas décadas”. Ventura considera que o Estado acaba por indemnizar um antigo primeiro-ministro enquanto milhares de portugueses continuam à espera de respostas da Justiça.

Na perspetiva do líder da oposição, apurou o Folha Nacional, enquanto milhares de cidadãos aguardam anos por uma decisão dos tribunais e continuam confrontados com uma Justiça lenta e incapaz de dar respostas em tempo útil, o Estado é agora condenado a indemnizar um antigo primeiro-ministro arguido num dos maiores processos judiciais do país.

Últimas do País

Enquanto milhares de portugueses continuam à espera de respostas da Justiça, o Estado foi condenado a indemnizar José Sócrates em 15 mil euros. Para André Ventura, a decisão representa “a maior vergonha nacional em muitas décadas”.
O homem acusado de ter matado uma mulher a tiro na sequência de uma discussão no centro comercial Palácio do Gelo, em Viseu, em dezembro de 2024, foi hoje condenado a 18 anos de prisão.
Professores relataram hoje dezenas de falhas relacionadas com o processo de correção dos exames nacionais, num cenário que descrevem de “caos”, e exigem esclarecimentos por parte da tutela e o apuramento de responsabilidades.
Um homem, de 38 anos e de nacionalidade estrangeira, foi detido por falsificação de centenas de contratos de arrendamento na Área Metropolitana do Porto, alegadamente para auxílio à imigração ilegal, indicou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
Um em cada quatro alunos inscritos num curso Técnico Superior Profissional (CTeSP) abandonou o ensino superior um ano após ter entrado, segundo dados do portal Infocursos, que revela ainda mais desistências no ensino privado.
Lisboa está a assistir ao crescimento de um fenómeno pouco habitual: grupos de cidadãos que decidiram passar à ação para identificar e perseguir carteiristas nas zonas mais turísticas da cidade. O aumento destes movimentos surge numa altura em que muitos moradores e comerciantes se mostram frustrados com aquilo que consideram ser um sentimento de impunidade em torno deste tipo de criminalidade.
Em apenas quatro anos, Portugal duplicou o peso da população estrangeira e passou a integrar o grupo dos dez países da União Europeia com maior proporção de residentes estrangeiros. Hoje, um em cada sete habitantes é cidadão de outra nacionalidade.
O número de pessoas sem médico de família aumentou em 41 mil em 2025, com o Conselho das Finanças Públicas (CFP) a alertar que esse crescimento acontece no contexto "particularmente relevante" de envelhecimento dos especialistas dessa área.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou hoje ter apreendido 63 armas de fogo em 61 operações de fiscalização em armeiros, entre 22 e 26 de junho, empregando 105 operacionais em todos os comandos territoriais.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou mais de 2.300 furtos em residências neste ano e alertou para as “férias de verão, períodos em que muitas habitações ficam temporariamente desocupadas”.