Governo não sabe quanto custa cada imigrante ilegal ao Estado português

Ao contrário do Reino Unido, onde o Governo publica estimativas sobre os custos do sistema de asilo e do apoio aos requerentes de asilo, o Governo não dispõe de um cálculo oficial que permita saber quanto custa, em média, cada imigrante em situação irregular ao Estado.

© D.R.

A ausência de dados significa que o Governo não consegue indicar qual o impacto financeiro da imigração ilegal nas contas públicas, uma vez que não existe um estudo que agregue as despesas suportadas por diferentes organismos da Administração Pública.

Ao contrário do Reino Unido, onde o debate político tem sido alimentado por dados que incluem despesas com alojamento, saúde, apoio social, processamento de pedidos, fiscalização e expulsões, Portugal nunca apresentou qualquer valor equivalente.

Na prática, diferentes organismos públicos suportam custos relacionados com a imigração, como a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), o Serviço Nacional de Saúde, os tribunais e outras entidades do Estado. Contudo, essas despesas não são contabilizadas de forma a permitir calcular um custo médio por imigrante em situação irregular.

A questão ganhou maior relevância nos últimos anos devido ao forte aumento da imigração. Segundo os dados mais recentes, Portugal conta com cerca de 1,6 milhões de residentes estrangeiros, o equivalente a cerca de 14% da população residente, colocando o país entre os Estados-membros da União Europeia com maior peso de população estrangeira.

Paralelamente, a AIMA herdou centenas de milhares de processos pendentes de regularização após a extinção do SEF, mas atualmente não existe uma contabilização oficial que permita saber quanto representam, no seu conjunto, os encargos associados à imigração irregular para os contribuintes portugueses.

Especialistas lembram ainda que qualquer cálculo desta natureza teria de considerar múltiplas variáveis, incluindo despesas administrativas, fiscalização, justiça, saúde, apoios sociais e eventuais processos de afastamento do território nacional. Além disso, uma parte significativa dos imigrantes acaba por regularizar a sua situação ou adquirir posteriormente a nacionalidade portuguesa, o que altera a sua relação com os sistemas públicos.

Assim, ao contrário do que acontece noutros países europeus, Portugal não dispõe atualmente de um indicador oficial que permita responder a uma questão cada vez mais presente no debate político: quanto custa, efetivamente, cada imigrante em situação ilegal ao Estado português.

Últimas do País

Um homem ficou desalojado na sequência de um incêndio que lavra desde quinta-feira no concelho de Cinfães e que está a ser combatido por cerca de uma centena de operacionais, revelou hoje fonte dos Bombeiros de Nespereira.
A divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens das provas para corrigir.
Ao contrário do Reino Unido, onde o Governo publica estimativas sobre os custos do sistema de asilo e do apoio aos requerentes de asilo, o Governo não dispõe de um cálculo oficial que permita saber quanto custa, em média, cada imigrante em situação irregular ao Estado.
Líder do CHEGA acusa PSD de ceder à esquerda e defende que quem obtém a nacionalidade portuguesa e comete crimes como pedofilia, tráfico de seres humanos ou associação criminosa deve deixar de ser português.
Vinte e duas buscas, 11 detenções e uma burla de 50 milhões de euros. Foi este o resultado de uma megaoperação da Polícia Judiciária que desmantelou uma alegada rede internacional de cibercrime.
O INEM registou em 2025 um aumento de 22,5% das ocorrências relacionadas com afogamentos e acidentes de mergulho com crianças e jovens e alertou que os mais novos devem estar sempre "sob vigilância ativa" nas zonas balneares.
André Ventura acusa o PSD de recuar na Lei da Nacionalidade e diz que a exclusão dos crimes de pedofilia dos casos de perda de nacionalidade é “inaceitável”. CHEGA avisa que não viabilizará a reconfirmação do diploma se o texto não for alterado.
Durante 18 meses, uma organização criminosa operou praticamente sem levantar suspeitas às portas da capital portuguesa. Oito homens são agora acusados de tráfico agravado de droga, associação criminosa e posse ilegal de armas.
O inspetor-geral de Finanças (IGF) afirmou hoje no parlamento que Portugal tem deficiências no controlo dos benefícios fiscais e pediu uma resposta estrutural a este problema.
O líder do CHEGA diz que os socialistas continuam a evitar o caso Sócrates e garante que o Estado não deve pagar “nem mais um cêntimo” ao antigo primeiro-ministro.