Uma das vítimas contou ter sido assaltada pelas 5h10 da manhã no interior de uma discoteca da Praia da Rocha. Segundo o testemunho, o telemóvel foi retirado da mala fechada após um encontrão, tendo sido imediatamente desligado, impossibilitando a sua localização.
A vítima afirma que apresentou queixa na PSP e que foi informada de que, nos quatro dias anteriores, tinham sido roubados mais de 200 telemóveis, maioritariamente iPhones.
O caso surge numa altura em que as autoridades alertam para a atuação de grupos especializados em carteirismo ou “carteiristas organizados” que aproveitam festivais, concertos e outros eventos com grande concentração de pessoas para furtar telemóveis, carteiras e outros objetos de valor.
Segundo dados divulgados pela PSP, entre janeiro e junho deste ano foram registados 3.525 furtos por carteirista, tendo sido efetuadas apenas 64 detenções. As autoridades admitem ainda que este tipo de criminalidade tem vindo a aumentar face ao período homólogo e que muitos destes grupos atuam de forma organizada, deslocando-se entre vários países europeus.
Um dos exemplos mais recentes ocorreu durante o Rock in Rio Lisboa, onde a PSP desmantelou uma célula criminosa suspeita de furtar 32 telemóveis durante o evento. Os suspeitos eram cidadãos sul-americanos e utilizavam técnicas de distração para retirar os equipamentos das vítimas em zonas de grande aglomeração.
O comandante da PSP responsável pelo combate ao carteirismo tem alertado que estas redes são cada vez mais especializadas, atuando em festivais de música, zonas turísticas, transportes públicos e grandes eventos, escolhendo locais onde o elevado número de pessoas dificulta a deteção dos furtos.