Mulheres espanholas abandonam Ceuta com medo do aumento das violações após vaga de imigração ilegal. Esta é a história de Yoli

Yoli deixou a própria casa com as filhas depois de o medo ter tomado conta da família. Uma das crianças já não queria sair à rua e acordava de madrugada aterrorizada. O relato surge num momento em que Ceuta enfrenta uma vaga de imigração ilegal e 15 denúncias de violação, segundo fontes da Guardia Civil.

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Esta é a história de Yoli, uma espanhola residente em Ceuta que decidiu retirar as filhas de casa depois de o medo se ter instalado no quotidiano da família. A decisão surge num contexto de crescente preocupação com a segurança na cidade espanhola, após a chegada em massa de imigrantes no final de julho e perante vários episódios criminais que estão a ser investigados pelas autoridades.

Em declarações ao canal espanhol Cuatro, Yoli contou que percebeu que a situação tinha ultrapassado todos os limites quando uma das filhas deixou de querer sair à rua. O medo acompanhava-a até durante a noite: a criança acordava de madrugada para procurar a mãe e abraçá-la.

“Fui-me embora porque a minha filha estava aterrorizada e a passar muito mal”, relatou Yoli, que se afirmou “humilhada” e “pisada” perante aquilo que considera ser a falta de resposta das autoridades espanholas.

A mulher responsabiliza o Governo de Pedro Sánchez pela incapacidade de devolver tranquilidade à família. “Tive de tirar as minhas filhas de casa porque o Governo não faz nada”, afirmou.

O relato surge num momento particularmente delicado para Ceuta. Segundo fontes da Guardia Civil citadas pela Onda Cero, foram apresentadas 15 denúncias por violação desde o início da recente vaga migratória.

Um dos episódios mais recentes ocorreu na passada sexta-feira, na Calle Lisboa. Três migrantes, aparentemente irmãos, são suspeitos de terem tentado abusar sexualmente de uma menina de dez anos. O caso permanece sob investigação.

Yoli tornou-se, assim, um rosto do medo sentido por parte da população de Ceuta: uma mãe que decidiu retirar as filhas de casa por considerar que já não conseguia garantir-lhes a tranquilidade que tinham antes.

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