Clóvis Abreu, atualmente a cumprir seis anos de prisão, voltou a recorrer à Justiça contra André Ventura. O recluso apresentou uma nova queixa-crime devido a declarações do presidente do CHEGA sobre o seu percurso judicial e a referências à comunidade cigana.
A denúncia, apresentada pelo advogado Aníbal Pinto, aponta para alegados crimes de difamação agravada, discriminação e incitamento ao ódio e tem como ponto de partida um vídeo divulgado por Ventura nas redes sociais.
Recorde-se que Clóvis Abreu esteve envolvido nos confrontos ocorridos junto à discoteca Mome, em Lisboa, em março de 2022, que culminaram na morte do agente da PSP Fábio Guerra, de 26 anos.
Inicialmente condenado a 14 anos de prisão, Clóvis acabaria absolvido do homicídio pela Relação de Lisboa, que considerou não ter ficado provado que tivesse desferido os pontapés na cabeça que provocaram a morte do agente. A pena foi reduzida para seis anos, mantendo-se condenações por duas tentativas de homicídio e ofensas à integridade física.
É agora a partir da prisão que Clóvis volta a avançar judicialmente contra Ventura. A sua defesa sustenta que o líder do CHEGA fez afirmações falsas e “estigmatizantes” sobre a sua situação jurídico-penal e associou o caso a referências à comunidade cigana.
Esta é a segunda queixa apresentada contra André Ventura por Clóvis Abreu – um homem a cumprir seis anos de prisão por crimes violentos acusa agora o líder do CHEGA de ilícitos criminais pelas palavras que este proferiu sobre si.