Consumo de eletricidade sobe 3,1% até agosto. Produção solar bate recorde

O consumo de energia elétrica em Portugal aumentou 3,1% entre janeiro e agosto, com a produção solar a atingir, no mês passado, um novo máximo de potência, segundo dados divulgados pela REN.

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De acordo com a mesma informação, no mês de agosto o consumo de energia elétrica em Portugal “manteve a tendência de crescimento, com um aumento de 1,2% face ao mesmo mês do ano anterior, ou de 2,2% com correção dos efeitos da temperatura e do número de dias úteis”.

Já no período de janeiro a agosto, “o consumo registou uma evolução positiva de 3,1% face ao período homólogo, ou de 3% considerando os mesmos efeitos”.

Segundo a REN, a produção de energia solar atingiu, em agosto, “um novo máximo de potência, com cerca de 3.850 megawatts [MW], acompanhando o crescimento da capacidade instalada”.

A REN destacou que durante o mês de agosto, “as condições meteorológicas foram menos favoráveis para a produção eólica e fotovoltaica, com índices de produtibilidade de 0,87 e 0,82, respetivamente (média histórica igual a 1)”.

Já na produção hidráulica, “as afluências foram superiores aos valores médios, embora com pouca expressão por se tratar de um mês de verão”.

Assim, indicou, no conjunto, “a produção renovável abasteceu 52% do consumo nacional de eletricidade, a produção não renovável representou 12%, enquanto os restantes 36% corresponderam a energia importada”.

Ainda assim, a importação de energia elétrica “atingiu um novo máximo, com valores acima dos 5.200 MW, após o recente reforço da interligação com Espanha”, de acordo com os mesmos dados.

Já a produção solar, apesar de condições menos favoráveis, beneficiou do aumento da capacidade instalada, destacou a empresa gestora da rede elétrica nacional.

“Nos primeiros oito meses do ano, a produção renovável abasteceu 66% do consumo, repartida pela hidroelétrica (25%), eólica (23%), fotovoltaica (13%) e biomassa (5%)”, sendo que a produção a gás natural “representou 14% do consumo, enquanto os restantes 20% corresponderam ao saldo importador”.

Segundo a REN, o abastecimento nacional de gás natural foi “efetuado integralmente a partir do terminal de GNL de Sines”, tendo a interligação com Espanha registado um saldo exportador equivalente a cerca de um terço do consumo nacional.

“Entre janeiro e agosto, o consumo de gás natural aumentou 2,2% face ao mesmo período do ano anterior”, destacou, com o segmento de produção de energia elétrica a crescer 7,4%.

A Nigéria e os Estados Unidos foram as principais origens do gás consumido em Portugal nos primeiros oito meses do ano, com, respetivamente, 57% e 31% do total.

A Rússia por sua vez, representou 6%, enquanto os restantes 6% tiveram origem na interligação com Espanha.

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