Ventura exige descida dos impostos sobre combustíveis: “Os portugueses não aguentam mais”

André Ventura defendeu esta quinta-feira, no Parlamento, uma redução da carga fiscal sobre os combustíveis e acusou o Governo de não responder ao aumento do custo de vida.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, defendeu esta quinta-feira, no Parlamento, a redução dos impostos sobre os combustíveis, durante o debate dedicado ao aumento do custo de vida.

Ventura considerou que a carga fiscal continua a representar uma parcela demasiado elevada do preço pago pelos consumidores e defendeu que o Governo deve abdicar de parte dessa receita para aliviar os encargos das famílias e das empresas.

“Os impostos sobre os combustíveis são uma vergonha e um roubo nacional”, afirmou o líder da oposição, acrescentando que “os portugueses não aguentam mais”.

O CHEGA apresentou, note-se, uma proposta para reduzir temporariamente o IVA dos combustíveis de 23% para 13%, durante 12 meses, com possibilidade de renovação.

Durante a intervenção, Ventura criticou também a ausência do primeiro-ministro no debate, questionando as prioridades de Luís Montenegro perante a subida do custo de vida. O líder do CHEGA afirmou que o primeiro-ministro deveria estar no Parlamento a discutir a redução do IVA dos combustíveis e medidas destinadas a aliviar os encargos com os bens alimentares.

“Temos um mau Governo a servir Portugal”, declarou.

Ventura dirigiu ainda críticas ao PS e ao PSD, acusando os dois partidos de manterem uma carga fiscal elevada para financiar a despesa do Estado.

“O Estado faz sempre o que faz com PS e PSD: sacar e sacar para financiar uma macroestrutura que já não serve ninguém, senão os interesses da classe política”, afirmou.

O presidente do segundo maior partido classificou ainda o PS como “o partido mais hipócrita de sempre” e acusou socialistas e sociais-democratas de falta de coerência nas posições assumidas sobre fiscalidade e custo de vida.

Ventura acusou o partido de defender a manutenção da atual taxa de IVA sobre os combustíveis.

“Desçam os impostos sobre os combustíveis, em vez de estoirar dinheiro na REN”, concluiu.

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