EUA destroem últimas armas químicas da Primeira Guerra Mundial

© D.R.

Os Estados Unidos vão destruir as últimas armas químicas declaradas do seu arsenal, que incluem o agente nervoso GB e remontam à Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

As armas vão ser destruídas numa instalação militar no estado do Kentucky, no âmbito de uma campanha que dura há várias décadas e que procura colocar um fim às reservas que ainda estavam guardadas desde o fim da Guerra Fria, nos anos 90 do século passado, anunciou o Departamento de Defesa.

Os EUA têm até 30 de setembro deste ano para eliminar as suas armas químicas restantes, ao abrigo da Convenção Internacional de Armas Químicas, que entrou em vigor em 1997 e foi assinada por 193 países.

As munições que estão agora a ser destruídas no Kentucky são o que resta de 51.000 foguetes M55 com agente nervoso GB — uma toxina mortal também conhecida como Sarin — que foram armazenados desde a década de 1940.

Ao destruir estas munições, os EUA reconhecem que este tipo de armas não é aceitável no campo de batalha, numa mensagem que pretende chegar aos poucos países que não aderiram ao acordo, de acordo com especialistas militares.

As armas químicas foram usadas pela primeira vez nos tempos modernos na Primeira Guerra Mundial (1914-18), onde se estima que mataram pelo menos 100.000 pessoas.

Apesar do seu uso ter sido banido posteriormente pela Convenção de Genebra de 1949, os países continuaram a guardar as armas até que o tratado determinasse a sua destruição.

Nos EUA, quase 800.000 munições químicas com o agente de mostarda foram armazenadas desde a década de 1950 em ‘bunkers’ de cimento fortemente protegidos.

Na operação que agora decorre no Kentucky, as munições mais problemáticas foram enviadas para uma câmara de detonação blindada de aço inoxidável para serem destruídas a cerca de 593 graus Celsius.

Os estados norte-americanos de Colorado e Kentucky foram os últimos entre vários outros, incluindo Alabama, Arkansas, Oregon e Utah, onde as armas químicas dos EUA foram armazenadas e destruídas.

Últimas do Mundo

A dívida externa dos países em desenvolvimento, onde se inclui a maioria dos países lusófonos, aumentou 5,5%, para 9,4 biliões de dólares (8,37 biliões de euros) em 2025, revelou hoje o Banco Mundial, alertando para efeitos nocivos do endividamento.
Vários países europeus e norte-americanos estão a investigar denúncias de objetos cortantes escondidos em doces distribuídos no Halloween. Na Alemanha, uma menina de nove anos feriu a língua ao encontrar um alfinete de cinco centímetros num chocolate.
As reservas europeias de gás natural atingiram o nível mais baixo dos últimos dez anos, numa altura em que o continente se prepara para enfrentar os meses de maior consumo energético.
Os ataques contra igrejas e outros edifícios religiosos estão a gerar preocupação na Europa. Em França, os incêndios criminosos e as tentativas de incêndio aumentaram 112,5% entre 2023 e 2024, segundo o Observatório do Património Religioso. Um relatório internacional identificou ainda mais de 2.200 crimes de ódio anticristãos em vários países europeus durante 2024.
Pelo menos 10 pessoas morreram hoje no acidente entre dois comboios de passageiros de alta velocidade, perto da estação de Urda, em Toledo, Espanha, disse o governo regional de Castela-La Mancha.
Empresária brasileira acusa Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como 'Lulinha', de ter facilitado negócios da construtora portuguesa com entidades públicas do Governo liderado pelo próprio pai. Em causa estão contratos avaliados em cerca de 350 milhões de euros.
Várias centenas de supermercados em França foram alvo, na noite passada, de um ciberataque, que visou sobretudo as instalações frigoríficas, destruindo produtos frescos e congelados, indicaram dois distribuidores à AFP.
O Papa Leão XIV será internado na terça-feira, ao fim da manhã, no hospital Gemelli, em Roma, para ser submetido a uma cirurgia de remoção de um nódulo pulmonar, indicou hoje o Vaticano.
Documentos militares citados pela Relatórios militares apontam para 22 elementos dos serviços de informações e 50 militares marroquinos espalhados por Ceuta. A rede teria como missão vigiar as forças espanholas, testar a sua capacidade de reação e fomentar a instabilidade na cidade.
A Comissão Europeia abriu hoje um processo de infração a Portugal e outros oito Estados-membros por não terem transposto uma diretiva que define três novas substâncias psicoativas como drogas, ficando sujeitas às regras europeias de combate ao narcotráfico.