Deputados vão ser informados antes de “limpeza” informática no parlamento graças a queixa de Ventura

O presidente da Assembleia da República afirmou hoje que irá solicitar aos serviços informáticos do parlamento que adotem o protocolo de contactar os deputados pedindo-lhes consentimento antes de qualquer operação de limpeza de correio eletrónico.

© Folha Nacional

Esta ação de José Pedro Aguiar-Branco foi transmitida aos jornalistas pelo porta-voz da conferência de líderes, o deputado social-democrata Jorge Paulo Oliveira, na sequência de um caso que foi levantado pelo Presidente do CHEGA, André Ventura, no passado dia 09.

André Ventura disse então que foram apagados das caixas de correio dos deputados, sem o seu consentimento, “milhares de emails” de cidadãos manifestando-se contra as alterações a lei do aborto propostas pela esquerda.

André Ventura indicou que os serviços da Assembleia da República sustentaram que esta situação “procurou evitar a sobrelotação das caixas de correio dos deputados”. Defendeu, depois, que tal prática “pode representar, para além de um crime, uma intromissão absolutamente inaceitável na privacidade e no domínio da informação de cada um dos deputados” e indicou que iria dar conhecimento ao Ministério Público do que aconteceu.

Em relação a este caso, na reunião de hoje conferência de líderes, foram sinalizadas as dificuldades registadas em diferentes grupos parlamentares após essa operação de limpeza informática.

Segundo o porta-voz da conferência de líderes, foi comunicado que, além de emails apagados, outras comunicações eletrónicas só foram repostas mais tarde.

“Ficou decidido nesta conferência de líderes que o presidente da Assembleia da República irá contactar os serviços informáticos do parlamento no sentido de ser estabelecido um protocolo, um procedimento de consentimento sempre que haja necessidade de se realizarem operações deste tipo de apagão”, referiu Jorge Paulo Oliveira.

De acordo com o porta-voz da conferência de líderes, “terá que ser estabelecido um procedimento, um protocolo para que os apagões que o parlamento e os serviços informáticos, mesmo que sejam por questões de segurança, têm que obter relativamente a cada um dos deputados”.

“Deve-se evitar que estes apagões ocorram sem o conhecimento prévio dos grupos parlamentares”, acrescentou.

Na reunião de hoje, em termos de agendamentos, foi confirmada a marcação para o próximo dia 05 do segundo debate quinzenal de 2025 com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro.

Já para 06 de fevereiro, a conferência de líderes marcou uma interpelação ao Governo do Bloco de Esquerda “com tema a indicar oportunamente”. E para o dia 07 a ordem do dia será fixada pelo PSD sobre o tema da aproximação às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

Na segunda semana da primeira quinzena de fevereiro, haverá no dia 12 uma fixação da ordem do dia pela Iniciativa Liberal, cujo tema só mais tarde será indicado por esta bancada.

Últimas de Política Nacional

Vários partidos do sistema, nomeadamente o PS e o VOLT, estão empenhados em tentar impedir a presença do CHEGA nas próximas eleições autárquicas.
O Chega quer proibir a exploração económica das áreas ardidas durante 10 anos e a venda de madeira queimada, aumentar as penas para os incendiários e a criação de um fundo de apoio às famílias dos bombeiros.
O líder do Chega considerou hoje que o Presidente da República foi "extremamente imprudente" quando disse que o seu homólogo dos Estados Unidos funciona como um "ativo soviético", acusando-o de "a perder credibilidade".
O líder do Chega, André Ventura, colocou hoje cinco condições ao Governo para negociar o próximo Orçamento do Estado, incluindo uma redução da carga fiscal, aumento das pensões ou mais verbas para as forças de segurança.
O líder do Chega, André Ventura, criticou hoje o primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmando que não sabe ser líder, dar a cara ou desempenhar o cargo, a propósito da forma como o Governo lidou com os incêndios.
O presidente do Chega, André Ventura, acusou hoje a ministra da Administração Interna de incompetência na gestão do combate aos incêndios que têm afetado o país e desafiou o primeiro-ministro a admitir "que falhou" nesta matéria.
O Chega vai forçar a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito sobre os incêndios rurais, anunciou o partido na terça-feira à noite.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai hoje à Comissão Permanente da Assembleia da República para debater a coordenação do combate aos incêndios em Portugal, depois de os partidos da oposição terem feito críticas unânimes à atuação do Governo.
A Comissão Permanente da Assembleia da República debate na quarta-feira a situação dos incêndios em Portugal, após a oposição ter feito críticas unânimes ao Governo e o primeiro-ministro ter-se manifestado disponível para prestar esclarecimentos.
O presidente do Chega aconselhou ontem o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a sair do gabinete e a ir ao terreno, acusando-o de fazer uma "má gestão" dos incêndios.