Robô da NASA encontra (potenciais) sinais de vida antiga em Marte

O robô explorador da agência espacial dos Estados Unidos (EUA), NASA, descobriu rochas num canal de rio seco que podem conter potenciais sinais de vida microscópica antiga, informaram os cientistas.

© LUSA/Paulo Novais

“O mais perto que estivemos de descobrir vida antiga em Marte”, disse o chefe da missão científica da NASA, Nicky Fox, sublinhando que a descoberta não é a resposta final.

O robô rover Perseverance encontrou as rochas, mas os cientistas destacam que é necessário fazer uma análise aprofundada da amostra recolhida pelo Perseverance.

O investigador principal Joel Hurowitz, da Universidade de Stony Brook, disse à Associated Press (AP) que não é garantido que as rochas sejam potenciais sinais de vida antiga.

“Tudo o que podemos dizer é que uma das possíveis explicações é a vida microbiana (micróbios), mas pode haver outras formas de criar este conjunto de características que observamos”, indicou o investigador.

Joel Hurowitz disse que a amostra é a melhor e mais convincente candidata com potenciais sinais de vida no passado até agora.

O investigador alertou que caso a amostra não represente sinais de vida antiga, a descoberta é “uma lição valiosa sobre todas as formas pelas quais a natureza pode conspirar para nos enganar”.

As rochas foram recolhidas no verão passado.

A amostra é constituída por argilitos avermelhados e ricos em argila em Neretva Vallis, um canal fluvial que já transportou água para a Cratera de Jezero, em Marte.

A equipa científica encontrou ainda partículas minúsculas, chamadas sementes de papoila e manchas de leopardo, que foram enriquecidas com fosfato de ferro e sulfureto de ferro.

Na Terra, os compostos químicos são os subprodutos quando os microrganismos, ou seja, as bactérias, mastigam matéria orgânica.

Não há evidências de vida atual em Marte, mas a NASA, ao longo das décadas, enviou naves espaciais a Marte em busca de ambientes aquáticos do passado que possam ter albergado vida.

O robô, lançado em 2020, transporta uma broca para penetrar rochas e tubos, armazenando as amostras recolhidas em locais adequados para albergar vida há milhares de milhões de anos.

As amostras aguardam recuperação na Terra, um plano ambicioso que está suspenso enquanto a NASA procura opções mais baratas e rápidas.

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