Membros do PCC fogem após libertação por excesso de prisão preventiva

Três dos seis acusados de pertencerem a uma rede internacional de tráfico de droga, libertados da prisão preventiva por excesso de prazo, não compareceram esta segunda-feira à sessão do julgamento no Tribunal de Portimão.

© D.R.

Dos seis arguidos que estavam em prisão preventiva e que foram libertados no passado dia 15, o esloveno Igor Jakovina, e os brasileiros Gabriel Carvalho, de 39 anos, e Fabrício Baía, de 29, não compareceram ao julgamento.

Fonte policial disse à Lusa que “há suspeitas” de que os dois homens brasileiros, alegadamente ligados ao grupo brasileiro Primeiro Comando da Capital (PCC), “tenham já abandonado o território português”.

Presentes no banco dos réus estiveram o tunisino Ayari Chokri, de 65 anos, o brasileiro Sérgio Júnior, de 26, e o português Edgar Teixeira, de 48.

Os seis arguidos são suspeitos de pertencerem a uma rede internacional de tráfico de droga e foram detidos em março de 2023, em Vale Paraíso, em Albufeira, durante uma operação policial em que foram apreendidos 1.200 quilogramas de cocaína no interior de um camião.

Todos os homens estiveram em prisão preventiva, num estabelecimento prisional de Lisboa, até ao início do julgamento em 05 de setembro, acusados de tráfico agravado de estupefacientes e associação criminosa.

A libertação dos seis suspeitos ocorreu por ter sido ultrapassado o prazo máximo de prisão preventiva, medida que tinha sido prorrogada com a classificação do processo como de “especial complexidade”, tendo em conta o número de arguidos e o caráter altamente organizado do crime.

Face à ausência injustificada dos três arguidos, o tribunal aplicou a cada um deles uma multa de duas Unidades de Conta (cada uma tem o valor de 102 euros), conforme previsto na lei.

Apesar das ausências, o julgamento prosseguiu esta segunda-feira com a inquirição de dois inspetores da Polícia Judiciária, arrolados como testemunhas pelo Ministério Público, e que participaram nas operações de vigilância, seguimento e detenção dos arguidos.

A próxima sessão do julgamento está agendada para o dia 20 de outubro, às 9:15.

Últimas do País

O caudal do Sado em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, estabilizou-se no leito do rio, após vários dias de cheias, mas as autoridades continuam atentas às descargas das barragens, revelou hoje a Proteção Civil.
A PSP deteve 648 pessoas na última semana, apreendeu milhares de artigos de pirotecnia e cerca de 40.000 doses de droga, além de ter registado mais de 3.500 infrações rodoviárias.
O nível de alerta para cheias na bacia do Rio Tejo baixou esta segunda-feira de vermelho para amarelo, após a descida sustentada dos caudais e o regresso gradual do rio ao seu leito normal, anunciou a Proteção Civil.
Cerca de 11 mil clientes da E-Redes nas localidades afetadas pela depressão Kristin, que passou pelo continente em 28 de janeiro, continuou pelas 08h00 de hoje sem energia elétrica, informou hoje a empresa.
Lares sem eletricidade, centros de saúde encerrados, falhas no abastecimento de água e hospitais a adiar consultas e cirurgias. Foi este o cenário que se viveu em várias regiões do país após o apagão e a sequência de tempestades que atingiram Portugal nas últimas semanas.
Mais de nove mil bebés nascidos em 2025 têm mãe brasileira. A imigração já representa 28% da natalidade nacional, o valor mais elevado de sempre.
A Secretaria-Geral do Governo assinou dois dias antes do Natal um contrato para assegurar SportTV ‘premium’ no Palacete de São Bento e no Parlamento. O acordo prolonga-se por três anos e meio.
A circulação nas linhas ferroviárias do Norte, da Beira Baixa, Beira Alta, do Douro, Oeste e Urbanos de Coimbra continua hoje com constrangimentos ou suspensas em alguns troços na sequência do mau tempo das últimas semanas, segundo a CP.
A PSP deteve na sexta-feira, na freguesia de Campo de Ourique, três homens e uma mulher, entre os 23 e 55 anos, por serem suspeitos de tráfico de droga e apreenderam mais de duas mil doses de heroína e cocaína.
A melhoria do estado do tempo está a proporcionar um desagravamento das situações de cheia, menos rápido nas zonas mais afetadas, com os deslizamentos de terra a merecerem uma especial preocupação das autoridades, segundo o comandante nacional da Proteção Civil.