“Isto é um ataque à democracia”: Ventura enfrenta tribunais e avança com recurso

Candidato presidencial recorre da decisão que manda retirar cartazes com a frase “Os ciganos têm de cumprir a lei” e acusa os tribunais de impor uma ‘mordaça’ à liberdade de expressão em campanha eleitoral.

© Folha Nacional

À margem de uma ação de campanha, André Ventura, presidente do CHEGA anunciou esta terça-feira que vai avançar com um recurso da decisão do Tribunal Cível de Lisboa que deu razão a seis associações de ciganos e determinou a retirada dos cartazes com a frase “Os ciganos têm de cumprir a lei”.

Em declarações aos jornalistas, o candidato presidencial afirmou respeitar a decisão judicial, mas deixou claro que não a aceita sem contestação. Para Ventura, o caso ultrapassa o plano jurídico e entra diretamente no campo dos direitos fundamentais.

“Os tribunais têm a sua legitimidade, os candidatos e os partidos também”, começou por dizer, sublinhando que o partido irá cumprir a decisão, mas exige que os seus efeitos fiquem suspensos até haver um desfecho definitivo. “O que pedimos é que os efeitos só produzam consequências após decisão do tribunal de recurso ou do Tribunal Constitucional”, frisou.

O líder do segundo maior partido considera que a sentença representa uma ingerência grave na liberdade de expressão e na liberdade política. “Está em causa uma violência sobre a liberdade de expressão e sobre a liberdade política, e isso uma democracia saudável não pode tolerar de forma leve”, afirmou, num tom crítico em relação ao alcance da decisão judicial.

Ventura acrescentou ainda que esta posição não é isolada e que tem respaldo fora do seu partido. “Esta preocupação é reconhecida por muitos, incluindo especialistas e comentadores”, garantiu.

O recurso deverá ser apresentado de forma iminente. Segundo o próprio, o requerimento será entregue “entre hoje e amanhã”, esperando que “nos próximos dias possa haver uma decisão final”.

Últimas de Política Nacional

O partido liderado por André Ventura vota a favor do alargamento e acusa Governo de manter um sistema injusto para as famílias.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA, André Ventura, acusou esta quinta-feira, 22 de janeiro, Marques Mendes de se ter juntado ao “tacho de interesses” ao declarar o seu apoio a António José Seguro na segunda volta, dirigindo também críticas a CDS e Iniciativa Liberal.
Será o primeiro, o último e o único. António José Seguro aceitou apenas um debate televisivo frente a André Ventura, tornando o confronto da próxima terça-feira o único momento de embate direto entre os dois candidatos à Presidência da República antes da votação final.
Uma militante do PS do Barreiro, com assento na comissão política local e influência na definição das listas autárquicas, é apontada como ligada ao grupo 1143. Fontes socialistas confirmam a informação, mas a estrutura local mantém-se em silêncio e não retirou a confiança política.
Sob um clima de confronto desde o primeiro minuto, André Ventura entrou na entrevista da RTP a defender-se de perguntas polémicas e a virar o jogo político: da controvérsia inicial à mensagem central, o candidato deixou claro que a segunda volta é uma escolha sem meio-termo.
O Ministério Público de Alenquer deverá receber uma queixa-crime contra um vereador da CDU na Câmara Municipal da Azambuja, depois de este ter admitido a utilização de uma viatura municipal para fins privados. O caso está a gerar polémica política e acusações de falta de ética na gestão de bens públicos.
Pedro Pinto, líder parlamentar do CHEGA, desafia o primeiro-ministro a assumir de que lado está nas presidenciais. Para o CHEGA, apoiar um candidato socialista depois de criticar o PS é incoerente e a direita tem agora uma oportunidade histórica de travar o socialismo em Belém.
Projeto de lei, a que o Folha Nacional teve acesso, centra-se no superior interesse da criança e na evidência científica.
O CHEGA tentou levar o ministro da Economia e da Coesão Territorial ao Parlamento para explicar o acordo político entre PSD e PS sobre as CCDR. Os dois partidos uniram-se para travar o escrutínio e impedir esclarecimentos sobre um entendimento que decide lideranças regionais à porta fechada.
O candidato presidencial André Ventura desafiou hoje o seu adversário, António José Seguro, para três debates durante uma campanha para a segunda volta e acusou o socialista de “querer fugir” à discussão por “medo do confronto”.