Dívida pública global deverá ultrapassar 100% do PIB até 2029

A dívida pública global deverá ultrapassar os 100% do PIB até 2029, o nível mais elevado em cerca de 77 anos, segundo estima o Fundo Monetário Internacional (FMI) no relatório divulgado hoje.

© Facebook de IMF

Segundo o Fiscal Monitor, a dívida pública global poderá atingir, em 2029, o nível mais alto desde 1948, o que “reflete uma trajetória mais alta e íngreme do que a projetada antes da pandemia”.

O FMI destaca também que a “distribuição de riscos é ampla e tende a uma acumulação de dívida ainda mais rápida”.

Os indicadores como o saldo orçamental e o rácio da dívida pública diferem bastante entre os países, mas muitas das principais economias têm dívida pública superior a (ou projetada para ultrapassar) 100% do PIB.

“Embora o número de países com dívida acima de 100% esteja a diminuir consistentemente nos próximos cinco anos, a participação no PIB mundial deverá aumentar”, sendo que inclui países como Canadá, China, França, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.

“Em contraste, muitos mercados emergentes e países de baixos rendimentos enfrentam desafios orçamentais mais difíceis, apesar da sua dívida relativamente baixa”, lê-se no prefácio do relatório, assinado por Vítor Gaspar e Rodrigo Valdés, diretores do departamento de Finanças Públicas do FMI.

Neste cenário, a instituição alerta que “priorizar a política orçamental é essencial para apoiar a sustentabilidade da dívida e preparar reservas orçamentais para uso em caso de choques adversos severos, incluindo crises financeiras”.

Últimas de Economia

O Banco Central Europeu (BCE) vai reunir-se esta quarta e quinta-feira e a expectativa dos analistas aponta para uma subida dos juros em 25 pontos base.
Os portugueses continuam a pagar cada vez mais para levar exatamente os mesmos produtos para casa. O cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa quase mais 38% do que custava há pouco mais de quatro anos.
Os consumidores em Portugal contrataram em abril 881,1 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 13,6%, enquanto o número de novos contratos avançou para 146.018, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As remunerações dos novos depósitos a prazo aumentaram em abril pelo terceiro mês consecutivo, para 1,44%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do selecionado no mês homólogo, divulgou hoje o BdP.
A economia da zona euro teve um aumento homólogo de 0,3% até março, e o da União Europeia de 0,7%, divulgou o Eurostat, revendo em baixa a estimativa publicada em abril de, respetivamente, 0,8% e 1,0%.
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 10,2% no primeiro trimestre, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados recuaram 4,7% e o consumo de cimento subiu 2,2%, segundo a AICCOPN.
O preço da gasolina deverá manter-se na próxima semana e o do gasóleo subir 4,5 cêntimos, segundo as previsões da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) cedidas à Lusa.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira, para máximos desde abril de 2025 no prazo mais curto.
A Comissão Europeia abriu hoje um processo a Portugal e a outros 11 Estados-membros por não terem estabelecido regras nacionais para sancionar quem viole um regulamento sobre combustíveis sustentáveis na indústria da aviação.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que o saldo orçamental português será nulo este ano, passando para um défice de 0,1% em 2027, segundo as previsões divulgadas hoje.