MP alerta para esquema de ‘phishing’ que usa nome da plataforma judicial Citius

O Ministério Público denunciou hoje “uma agressiva campanha criminosa” de roubo de dados pessoais que, através de emails fraudulentos, usa o nome da plataforma dos tribunais Citius para levar os destinatários a abrir ligações de notificações judiciais falsas.

© DR

Segundo o alerta hoje publicado na página oficial da Procuradoria-Geral da República, o esquema fraudulento de ‘phishing’ (recolha ilegal de dados pessoais e de auntenticação) com recurso ao nome e imagem da plataforma informática dos tribunais, Citius, decorre por email, elaborado de forma a levar as vítimas a acreditar que o remetente é um “Tribunal Judicial Português” e que diz respeito a um caso pendente no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Norte.

Alegando estar pendente a notificação de uma decisão judicial, o email, assinado de forma fraudulenta “por um suposto “Dr. Miguel Silva, Magistrado do Ministério Público”, pede aos destinatários que abram os ficheiros em formato ‘PDF’ em anexo, com conteúdo ininteligível, que por sua vez, ao serem abertos redirecionam as vítimas para páginas na internet, que segundo o Ministério Público (MP) estão alojadas em servidores no leste da Europa.

“Estas mensagens são fraudulentas. Não são provenientes de nenhum tribunal nem foram emitidas pela plataforma Citius, nem por qualquer outra entidade ou servidor autorizado a emiti-las. A sua origem é um servidor de correio eletrónico na ‘cloud’, cujo registo tem menos que uma semana – e que não pertence aos tribunais”, alertou o MP.

O MP refere ainda que por vezes é solicitado às vítimas que confirmem que são humanas, pedindo-lhes que carreguem num botão para esse efeito, o que leva a instalar nos equipamentos informáticos programas informáticos maliciosos que permitem aos criminosos aceder remotamente ao conteúdo desses mesmos equipamentos.

“Trata-se, portanto, de uma campanha de “roubo de credenciais” (‘credential harvesting’): nomes de utilizador, palavras-passe ou outras informações de autenticação online. Mensagens como as que acima se descreveram devem ser ignoradas e apagadas, sem resposta”, alertou o MP.

Últimas de Economia

O cabaz de bens essenciais encareceu 37,8% e custa agora mais 69,56 euros desde o início da guerra na Ucrânia. Fevereiro trouxe novo máximo histórico: 253,19 euros por 63 produtos básicos, segundo a DECO PROteste.
Os empréstimos para habitação cresceram 10,4% em janeiro, em termos anuais, a maior taxa de crescimento anual desde fevereiro de 2006, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
O líder do CHEGA defendeu, esta quarta-feira, uma isenção prolongada de IMI para as casas e empresas localizadas nos municípios afetados pelas intempéries e indicou que o Governo "admitiu a possibilidade" de estudar esta medida, desde que com critérios.
A EDP, grupo que integra a E-Redes, responsável pela operação da rede de distribuição em Portugal continental, já restabeleceu a energia a 100% dos clientes afetados pelas tempestades, anunciou hoje o presidente executivo.
O indicador de confiança dos consumidores inverteu a tendência e diminuiu em fevereiro, enquanto o indicador de clima económico aumentou ligeiramente, após ter caído em janeiro, segundo os inquéritos de conjuntura divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Cerca de 28 mil famílias economicamente vulneráveis que ficaram sem vales do programa Vale Eficiência, lançado para combater a pobreza energética, só poderão voltar a candidatar-se a um novo apoio com características semelhantes em 2027.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2.105 euros por metro quadrado em janeiro, um novo máximo histórico e mais 18,7% do que período homólogo 2025, divulgou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística.
As vendas de créditos passam a ser obrigatoriamente comunicadas pelos bancos ao Banco de Portugal a partir desta quarta-feira, segundo a instrução do supervisor e regulador bancário.
bolsa de Lisboa negocia hoje em alta, com o PSI num novo máximo desde junho de 2008 e as ações da Navigator a subirem 1,42% e as do BCP a descerem 1,54%.
O preço de meia dúzia de ovos agravou-se 0,50 euros desde fevereiro do ano passado, mas manteve-se em 2026, segundo dados da Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor enviados à Lusa.