Proveitos do alojamento turístico crescem 7,3% para 691,2 milhões em outubro

O alojamento turístico teve proveitos de 691,2 milhões de euros em outubro, uma subida homóloga de 7,3%, com as dormidas de não residentes de novo a subir após dois meses em queda, avançou hoje o INE.

© D.R.

Segundo as estatísticas rápidas da atividade turística, divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o setor do alojamento turístico registou 3,1 milhões de hóspedes (+3,8%2) e 7,7 milhões de dormidas (+2,4%) em outubro, gerando 691,2 milhões de euros de proveitos totais e 521,5 milhões de euros de proveitos de aposento, correspondendo a subidas de 7,3% e 6,1% face a outubro do ano anterior.

O INE salientou que o crescimento do número de dormidas resultou tanto do aumento das dormidas de residentes, que subiram 6,4%, atingindo dois milhões, como das dormidas de não residentes, que aumentaram 1,1%, após dois meses a diminuir, totalizando 5,8 milhões.

Entre os dez principais mercados emissores, destacaram-se o Canadá e a Espanha, com crescimentos de 4,7% e 2,4%, respetivamente.

Já os maiores decréscimos observaram-se nos mercados francês (-6,8%) e dos Países Baixos (-6%).

No mês em análise, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se em 77,5 euros (+2,9%) e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 122,6 euros (+3,5%).

Últimas de Economia

A Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) disse esta quinta-feira que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.
O gabinete estatístico europeu tinha estimado uma taxa de inflação de 2,5% para março, revendo-a hoje alta, puxada pela subida dos preços da energia, devido à crise causada pela guerra no Irão.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 259,52 euros, mais 1,57 euros face à semana anterior, foi anunciado.
O Conselho das Finanças Públicas (CFP) estima que a inflação vai acelerar para 2,9% em 2026, nomeadamente devido ao aumento dos preços da energia, segundo as projeções divulgadas hoje.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a previsão para o saldo orçamental de Portugal, de nulo (0,0%) no relatório de outubro de 2025 para um défice de 0,1%, nas previsões divulgadas hoje.
Entre 2026 e 2038, o Estado enfrentará encargos elevados com a dívida pública, com impacto direto na capacidade de financiamento de Portugal.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o preço das matérias-primas energéticas deve subir 19% em 2026, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 2,1% para 1,9% este ano.
Os aeroportos nacionais movimentaram em fevereiro um novo máximo histórico de 4,5 milhões de passageiros, mais 3,3% em termos homólogos, acumulando uma subida de 3,7% desde início do ano, para 8,876 milhões, divulgou hoje o INE.
O mês de abril “deverá ser ainda pior do que março” para o setor da energia, mesmo que a guerra no Irão encontre rapidamente uma conclusão, alertou hoje o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.