Governo prometeu travar preços das casas… e ficaram ainda mais caros

Dois anos após o lançamento das primeiras medidas da AD, os preços das casas continuam a subir a dois dígitos, num mercado onde a procura aumentou, mas a oferta continua sem responder.

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Passados dois anos desde a entrada em vigor das primeiras medidas do Governo da Aliança Democrática (AD) para responder à crise da habitação, o mercado imobiliário continua sob forte pressão e os preços das casas mantêm uma trajetória de subida acentuada.

Segundo avança o Correio da Manhã (CM), os incentivos criados pelo Executivo, como a garantia pública para crédito à habitação e a isenção de IMT e de Imposto do Selo para os jovens, facilitaram o acesso ao financiamento bancário e impulsionaram a procura de habitação.

Contudo, o aumento da procura acabou por esbarrar num mercado com reduzida oferta, escassa construção nova e processos de licenciamento considerados demasiado lentos, fatores que continuam a pressionar os preços em alta.

O resultado, refere o CM, é um mercado que soma já seis trimestres consecutivos de valorizações superiores a 10%, um ciclo de aumentos que se prolonga há cerca de um ano e meio.

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