INEM abre auditoria interna à morte de uma mulher na Quinta do Conde

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) abriu uma auditoria interna aos procedimentos associados ao caso da mulher que morreu na Quinta do Conde, Sesimbra, depois de esperar mais de 40 minutos por socorro.

© Facebook / INEM

Em resposta à Lusa, o INEM, responsável pela coordenação do Sistema Integrado de Emergência Médica, tendo por isso de garantir os cuidados de emergência pré-hospitalares a vítimas de acidentes ou doenças súbitas 24 horas por dia, lamentou o óbito e disse que, mais uma vez, faltaram meios.

“Tal como na situação ocorrida ontem na margem sul do Tejo, o INEM cumpriu a sua função, não tendo a resposta sido mais eficaz devido à indisponibilidade de meios na margem sul do Tejo”, refere.

Na resposta, o INEM explica que a chamada foi recebida pelas 13:43 e classificada no Centro Operacional de Doentes Urgentes (CODU) como P2 – muito urgente, um caso em que o nosso sistema de triagem prevê a chegada do primeiro meio de socorro ao local até 18 minutos.

Diz que o CODU tinha já informação de inexistência de ambulâncias disponíveis no distrito de Setúbal e que, pelas 14:01, o Comando Sub-Regional da Grande Lisboa da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disponibilizou uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Carcavelos.

Pelas 14:06, a situação foi reclassificada pelo INEM como P1 – emergente (resposta imediata), segundo o INEM, que diz que as Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) mais próximas (Setúbal, Barreiro e Almada) estavam na altura a responder a ocorrências igualmente consideradas P1.

Explica ainda que, pelas 14:37, a equipa dos Bombeiros Voluntários de Carcavelos, no local, informou que a utente estava “em paragem cardiorrespiratória”.

A VMER de Setúbal, entretanto disponível, foi acionada para o local pelas 14:42.

Diz ainda o INEM que, tanto esta ocorrência como a de terça-feira, no Seixal, em que um homem morreu depois de ter estado quase três horas à espera de socorro, “são totalmente alheias ao sistema de triagem por prioridades” do CODU, que “funcionou de acordo com os procedimentos definidos”.

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