Presidenciais: Ventura diz que a partir de domingo “haverá ordem”

O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA afirmou hoje que o país “terá ordem” a partir de domingo e respondeu a quem considera que votar em si é “inútil”, como afirmou o almirante Gouveia e Melo.

© Folha Nacional

“Inútil é votar em candidatos que dizem exatamente o mesmo há 50 anos. Inútil é votar em candidatos que não conseguem senão dizer generalidades ou votar em candidatos que vão andar com Luís Montenegro ao colo”, defendeu André Ventura, num discurso durante um comício de campanha para as eleições presidenciais, em Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo.

O também presidente do CHEGA conversou perante cerca de 300 apoiantes num almoço – no qual também assinoulou o seu aniversário e se cantaram os parabéns – vestido com um casaco com padrão camuflado militar, que foi oferecido por um grupo de antigos combatentes presentes no comício.

Apesar de ter tido carreiras a afirmar que queria fazer uma campanha sem “picardias”, não deixou de responder às críticas como a do almirante na reserva Henrique Gouveia e Melo, que hoje de manhã, em Gondomar, afirmou que é “completamente inútil” o voto em André Ventura e determinadas que o líder do CHEGA também faz parte do “sistema” em Portugal, mas tenta baralhar os adversários.

Falando de si já como futuro Comandante Supremo das Forças Armadas (cargo inerente às funções de Presidente da República), André Ventura considerando que os seus adversários “têm uma forma sempre floral de falar e dizer que vão fazer as coisas” e contrapõem que consigo não serão assim.

“Eu não vos vou trazer conversa bonita e fiada. Eu vou dizer-vos que o país está neste estado e que nós temos de fazer isto para o endireitar. E que temos de o pôr na ordem. E que vai haver muitos que não gostam de o pôr na ordem. Mas este país já teve, conforme os militares sabem bem dizer, tempo demais de bandalheira. A partir de 18 de janeiro é tempo de ordem e eu espero ser o Presidente dessa ordem”, afirmou.

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