Autoridades registaram 12 mortes e 3.130 acidentes em seis dias de campanha rodoviária

Doze pessoas morreram e 24 sofreram ferimentos graves em 3.130 acidentes durante os seis dias da campanha de fiscalização rodoviária “Viaje sem pressa”, que detetou 20.363 infrações, incluindo 8.921 por excesso de velocidade.

© Facebook/PSP

No balanço hoje divulgado, a campanha — realizada entre 20 e 26 de janeiro — registou ainda 708 feridos ligeiros.

Com a participação da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP), a operação contabilizou mais 510 acidentes, mais dois mortos, menos 21 feridos graves e menos 279 feridos leves, em relação ao período homólogo de 2025.

Os 12 mortos — todos homens — tinham entre 18 e 87 anos. Os 11 acidentes mortais registaram‑se nos distritos de Aveiro, Braga, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal, envolvendo três colisões e oito despistes.

De acordo com as forças de segurança, durante a campanha foram fiscalizados por radar 5,7 milhões de veículos, dos quais 590 mil pela PSP e pela GNR e 5,1 milhões pelo Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO), o sistema nacional de controlo de velocidade da ANSR.

As autoridades fiscalizaram presencialmente 52.954 condutores, contribuindo para um total de 20.363 infrações detetadas, incluindo 8.921 por excesso de velocidade – 8.742 ocorreram em Portugal continental e 179 nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, com 998 detetadas pela PSP e 3 070 pela GNR.

A campanha teve como objetivo alertar para os “riscos do excesso de velocidade”, fator responsável por “cerca de um terço das mortes nas estradas portuguesas”.

No âmbito da campanha “Viaje sem pressa” foram sensibilizados 616 condutores e passageiros, a quem foram transmitidas mensagens como “quanto maior a velocidade, maior a gravidade de um atropelamento” ou como “manter uma distância de segurança reduz significativamente o risco de acidente”.

Esta foi a primeira de 11 campanhas previstas para 2026 no âmbito do Plano Nacional de Fiscalização (PNF), que este ano mantém os temas centrais de 2025 — velocidade, álcool, dispositivos de segurança, uso do telemóvel e veículos de duas rodas a motor — e acrescenta um novo eixo dedicado aos utilizadores vulneráveis.

As campanhas dos planos nacionais de fiscalização são realizadas anualmente pela ANSR, GNR e PSP desde 2020, com temas definidos a partir das recomendações europeias para cada ano.

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