Mau tempo: Lisboa contabiliza 56 ocorrências sobretudo quedas de árvores

A cidade de Lisboa registou, entre as 21:00 de segunda-feira e as 13:00 de hoje, um total de 56 ocorrências relacionadas com o mau tempo, sobretudo quedas de árvores, revelou o diretor do Serviço Municipal de Proteção Civil.

© Ricardo Lopes/LUSA

“Até agora, não há vítimas a registar, apenas alguns danos materiais, mas diria que é uma situação que, face à situação meteorológica adversa, é de alguma normalidade, com trabalho”, afirmou André Fernandes, em declarações à agência Lusa.

Das 56 ocorrências registadas em Lisboa, entre as 21:00 de segunda-feira e as 13:00 de hoje, a maioria tem a ver com quedas de árvores (38), verificando-se também quedas de estruturas (10), quedas de revestimentos (2) e inundações na via pública (6), indicou o responsável do Serviço Municipal de Proteção Civil.

“Neste momento, não temos registo de nenhuma inundação em habitação, nem pessoas desalojadas”, indicou André Fernandes.

Relativamente às freguesias mais afetadas, destacam-se Alcântara, Marvila e Olivais, com cinco ocorrências cada, e Alvalade, Arroios, Santa Clara e Santa António, com quatro cada.

As freguesias de Areeiro, Avenidas Novas, Benfica e Campolide registaram três ocorrências cada, enquanto Campo de Ourique, Carnide, Misericórdia e Penha de França verificaram duas cada e Ajuda, Belém, Lumiar, Santa Maria Maior e São Domingos de Benfica uma cada, de acordo com a Proteção Civil.

Relativamente aos danos materiais, André Fernandes referiu que algumas quedas de árvores, inclusive em Arroios e Benfica, danificaram “algumas viaturas”, adiantando que o levantamento desses danos ainda está a ser feito.

Questionado sobre se há estradas cortadas ou condicionadas devido ao mau tempo, o diretor do Serviço Municipal de Proteção Civil disse que, “neste momento, não”.

“Há todo um sistema de proteção civil que está apto e está a trabalhar para dar resposta às situações”, realçou, acrescentando que toda a estrutura municipal, em particular de intervenção no espaço público e socorro à população, está “no máximo esforço para dar a melhor resposta face a esta situação meteorológica adversa”.

Sobre se se prevê o envio de SMS no âmbito do sistema municipal de avisos à população da Proteção Civil de Lisboa, André Fernandes disse que essa possibilidade vai ser avaliada na reunião do Centro de Coordenação Operacional Municipal.

“Essas medidas de antecipação serão tomadas e o envio de SMS é algo que estamos a considerar”, expôs.

O sistema municipal de avisos à população da Proteção Civil de Lisboa pode ser subscrito pelos cidadãos através do envio de um ‘sms’ com o texto “AvisosLx” para o número 927 944 000.

Portugal continental está a ser afetado pelos efeitos da passagem da depressão Kristin, após outras duas tempestades nos últimos dias – Ingrid e Joseph –, com chuva, vento, neve e agitação marítima, tendo sido emitido vários avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo o IPMA, durante o dia de hoje haverá uma acalmia, mas o estado do tempo vai agravar-se a partir das 00:00 de quarta-feira.

Para o distrito de Lisboa, o IPMA emitiu vários avisos entre hoje e sexta-feira, nomeadamente aviso vermelho (o mais grave de uma escala de três) por agitação marítima, aviso laranja (o segundo mais grave) por vento e aviso amarelo (o menos grave) por precipitação.

A Proteção Civil decidiu elevar o estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, para fazer face a nova depressão meteorológica que atravessará Portugal na próxima madrugada.

O distrito de Coimbra, até Aveiro, a norte, e até Leiria, a sul, será a zona de maior risco à passagem da depressão Kristin, que sucede à depressão Joseph e que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) qualificou como “ciclogénese explosiva”, termo utilizado para depressões de forte intensidade, tanto em vento como em chuva.

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