Presidenciais: Ventura diz não estar preocupado com possível efeito do mau tempo na votação

O candidato presidencial André Ventura, apoiado pelo CHEGA, indicou hoje que não está preocupado com eventuais efeitos do mau tempo na votação para as eleições do próximo domingo, e disse estar focado nas necessidades das populações.

© Folha Nacional

“Quem nos tem a ver e vir jornalistas, políticos, preocupados com locais de voto, quando as pessoas não têm teto, não têm água, não têm luz, não têm internet, não conseguem comunicar com os filhos… […] As pessoas estão a ver-nos, devem pensar assim ‘eles estão ali num quartel de bombeiros a esta hora mas estão preocupados é com as mesas que vão ter de voto’. […] Eu não estou a dizer que a pergunta não é legítima, só estou a dizer que não é a minha preocupação”, afirmou.

O candidato apoiado pelo CHEGA conversou com os jornalistas antes de uma visita ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Braga, a primeira de campanha do dia, a uma semana da segunda volta das eleições presidenciais, que disputou com António José Seguro, candidato apoiado pelo PS.

“Neste momento, a minha preocupação é que as pessoas tenham teto, tenham comida, tenham água, tenham luz, não é os votos. Os votos ficarão para depois, agora nós temos que garantir às pessoas os bens essenciais”, defendeu.

André Ventura também fez questão de que Portugal “é um país ao contrário” quando se “quer saber dos idosos” na altura das eleições “para saber onde é que eles vão votar, e se vão votar e levar-los na carrinha para irem votar, mas agora que não têm água, nem luz, nem dão falar com os filhos, nem com os netos, já ninguém quer saber deles”.

Questionado sobre se os efeitos do mau podem afetar o seu resultado e evitar as reuniões do voto, insistiu que isso não o preocupa.

“Estou preocupado em ajudar o país, não estou preocupado com isto. Nós temos umas eleições marcadas, calhou que isto acontecesse neste contexto. O dever de um político, considere em eleições ou fóruns de eleições, o dever de um político é, quando as circunstâncias do país se sobrepõem a qualquer jogo, cálculo, método ou eleição, o dever do político é colocar o país acima disso e preocupar-se com isto. Neste momento estou 100% concentrado no que aconteceu ao país nos últimos dias e no que pode vir a acontecer nos próximos dias”, indicado.

O candidato presidencial defendeu ainda que não lhe interessa, nem considera correto, “fazer qualquer juízo político neste momento, haja outras oportunidades”.

Cerca de 309 mil candidatos inscreveram-se para votar hoje antecipadamente na segunda volta das eleições presidenciais, mais 90 mil do que na primeira volta, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).

 A administração eleitoral mudou o local de voto antecipado em mobilidade de domingo em seis municípios, por causa dos efeitos da depressão Kristin em Vieira do Minho, Alvaiázere, Leiria, Torres Vedras, Alcácer do Sal e Silves.

Numa nota publicada na sexta-feira no Portal do Eleitor, a SGMAI informa que a alteração foi decidida “por motivos de força maior”, a pedido das seis câmaras municipais.

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