Mau Tempo: Ventura exige a PM que se retrate depois de “dar a entender” que pessoas foram responsáveis pela própria morte

O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, exigiu hoje ao primeiro-ministro (PM) que se retrate depois de ter “dado a entender” que as mortes devido ao mau tempo foram responsabilidade dessas pessoas.

© Folha Nacional

“Numa intervenção do primeiro-ministro, ele basicamente está a entender que a responsabilidade das pessoas que morreram é delas próprias. E, portanto, que as pessoas não conseguiram evitar esta consequência, dando a entender que foi pelo seu comportamento que acabaram por morrer”, afirmou.

O candidato a Presidente da República falava aos jornalistas antes de uma visita à empresa Madeiras Alto Tâmega, em Chaves, no distrito de Vila Real, inserida na campanha para a segunda volta das eleições presidenciais, marcada para domingo.

André Ventura salientou que “não foi” essa a situação e que as pessoas “não estavam à espera” do mau tempo que tem afetado o país nos últimos dias.

“No máximo foi por inação do Estado que acabaram por morrer”, defendeu.

André Ventura disse esperar que estas declarações tenham sido “um lapso”.

“Eu penso que o primeiro-ministro terá, e espero que tenha, a oportunidade de se retratar em relação a estas palavras”, desafiou.

No domingo, em conferência de imprensa após um Conselho de Ministros extraordinário que aprovou medidas de apoio para as populações afetadas pelo mau tempo, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, transmitiu condolências às “famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perderem a vida em função destes episódios adversos.”.

Últimas de Política Nacional

André Ventura criticou a decisão de José Luís Carneiro de propor a abstenção do PS no Orçamento do Estado para 2027 antes de ser conhecido o documento. O Presidente do CHEGA considera que os socialistas passam a ser "parceiros" do Governo e questiona que margem resta para negociar medidas em áreas como Saúde, Administração Interna, combustíveis e alimentação.
A Comissão parlamentar vai analisar a atuação de Luís Neves durante os oito anos em que dirigiu a Polícia Judiciária e apurar eventuais responsabilidades dos membros dos governos que o nomearam e tutelaram. O CHEGA fica com a presidência, enquanto PS e PSD assumem as duas vice-presidências.
Miguel Guimarães, antigo bastonário da Ordem dos Médicos e atual deputado do PSD, é visado por acusações que incluem alegados gastos excessivos, abuso de poder e corrupção passiva.
O CHEGA queria que o Governo português promovesse junto da União Europeia a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas. Mas PSD, PS, Livre e Bloco de Esquerda votaram contra.
A concelhia social-democrata corta com Luís Jesus e Alexandra Moura e acusa os dois eleitos de desrespeitarem as orientações do partido.
O CHEGA levou ao Parlamento a descida do IVA dos combustíveis de 23% para 13%, IVA Zero num cabaz de bens alimentares essenciais e o fim das portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Nenhuma das propostas passou. PSD, PS e CDS-PP juntaram os votos contra nas duas medidas fiscais.
André Ventura defendeu esta quinta-feira, no Parlamento, uma redução da carga fiscal sobre os combustíveis e acusou o Governo de não responder ao aumento do custo de vida.
O CHEGA aceita as duas limitações impostas por Aguiar-Branco e desbloqueia a comissão parlamentar de inquérito. Ventura mantém as críticas à decisão, mas garante que não deixará cair a investigação aos mandatos do antigo diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves.
Autarquia liderada pelo socialista Gonçalo Lopes repartiu trabalhos semelhantes de gestão florestal por cinco procedimentos, todos abaixo do limiar europeu. Dois ficaram a poucos milhares de euros dos 216 mil e, em quatro concursos, as empresas tiveram apenas cerca de 36 horas para apresentar propostas.
O líder do CHEGA acusa José Luís Carneiro de contradição e sustenta que os socialistas preferem preservar o entendimento político com o PSD a transformar em lei aquilo que dizem defender: baixar o IVA nos combustíveis de 23% para 13%.