Tempestade Kristin deixa produtores e milhares de animais em risco. CHEGA exige respostas do Governo

Explorações agrícolas e pecuárias devastadas, animais em risco e produtores sem água, luz ou rações: após a passagem da tempestade Kristin, o CHEGA acusa o Governo de silêncio e avança com um requerimento a exigir medidas urgentes para travar uma crise no terreno que continua a agravar-se.

© D.R.

A tempestade Kristin deixou um rasto de destruição nas explorações agrícolas e pecuárias, sobretudo na região Centro, colocando muitos produtores à beira do colapso e milhares de animais em risco iminente. Perante a gravidade da situação no terreno, o CHEGA apresentou um requerimento ao Governo a exigir esclarecimentos e medidas imediatas para apoiar os agricultores e pecuários que ficaram sem eletricidade, água, rações e infraestruturas essenciais, segundo apurou o Folha Nacional.

De acordo com o partido, rajadas superiores a 200 km/h e chuva intensa provocaram campos alagados, culturas destruídas, instalações pecuárias danificadas e cortes prolongados de serviços básicos. Em zonas de suinicultura e áreas florestais, o cenário é descrito como “dramático”, com produtores a alertarem para a possibilidade de morte de animais por falta de condições mínimas de sobrevivência.

Apesar do anúncio de um pacote global de apoio à recuperação e da prorrogação da situação de calamidade até 8 de fevereiro, o partido liderado por André Ventura considera “inaceitável” a ausência de respostas concretas dirigidas ao setor agrícola e pecuário, dois dias após a entrega do requerimento ao Executivo.

No documento enviado ao Ministério da Agricultura e do Mar, enviado ao Folha Nacional, os deputados do CHEGA questionam o ponto de situação real das explorações afetadas, os apoios financeiros e logísticos previstos, os planos para a reconstrução célere de infraestruturas críticas e as medidas de emergência para produtores que continuam sem energia, água ou alimentação para os animais.

“O tempo dos anúncios genéricos acabou”, sublinha o partido, defendendo respostas rápidas, eficazes e direcionadas para quem está no terreno a perder tudo — incluindo vidas animais. O CHEGA garante que continuará a pressionar o Governo até que sejam apresentadas soluções imediatas para os produtores e populações atingidas por esta catástrofe.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA defendeu hoje que um ministro não deve sair “quando as pessoas mais precisam dele” e considerou que a demissão de Maria Lúcia Amaral “no meio de uma catástrofe é sinal de desorientação”.
A Justiça condenou o antigo presidente da Câmara de Vila Nova de Paiva por prevaricação, num caso que expõe decisões à margem da lei e volta a lançar sombras sobre a gestão do poder local.
O Parlamento aprovou esta quarta-feira, com abstenção do Livre, a audição do ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, para prestar esclarecimentos sobre a sua atuação e decisões tomadas durante o empenhamento de militares no apoio às populações afetadas pelo temporal.
A Polícia Judiciária (PJ) realiza, esta quinta-feira, buscas na Câmara de Mesão Frio, distrito de Vila Real, numa investigação que estará relacionada com obras públicas no mandato 2017/2021, segundo fonte da autarquia.
O CHEGA deu hoje anuência ao adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, na sequência do contacto do presidente da Assembleia da República aos membros da conferência de líderes, adiantou à Lusa o líder parlamentar.
O projeto de lei visa revogar o adicional do IUC aplicado aos veículos a gasóleo, sobretudo os mais antigos, defendendo que uma taxa criada como “temporária” em plena crise financeira se transformou, uma década depois, num peso permanente e excessivo para milhares de contribuintes.
A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, apresentou a demissão, já aceite pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Até à nomeação de um sucessor, Luís Montenegro assume diretamente a tutela de uma das pastas mais sensíveis do Estado.
O candidato presidencial André Ventura obteve uma derrota na segunda volta das eleições, mas os portugueses o colocaram “no caminho para governar o país”.
O candidato presidencial André Ventura hoje “um desrespeito pedir às pessoas para irem votar”, tendo em conta a situação em algumas zonas do país devido às cheias, mas espera que “todos consigam cumprir o dever”.
O candidato presidencial António José Seguro assumiu sem rodeios que usará todos os poderes de Belém para impedir soluções governativas à direita.