“Isto não é proteção, é controlo”: Ventura acusa PS e PSD de quererem “controlar os jovens” nas redes sociais

André Ventura, presidente do CHEGA, considera que o diploma do PSD sobre menores nas plataformas digitais é mais um passo na tentativa de controlar o pensamento e condicionar o futuro das próximas gerações.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA criticou esta quinta-feira, no plenário da Assembleia da República, o diploma do PSD que estabelece novas regras para o acesso de menores às redes sociais, acusando sociais-democratas e socialistas de avançarem com uma agenda de restrição e silenciamento.

Para André Ventura, os dois partidos “não encontraram outra resposta que não seja proibir”, classificando a proposta como mais um passo na limitação da liberdade individual. “Querem impor aos jovens o lixo ideológico de 50 anos, mas não querem que tenham liberdade nas redes sociais”, afirmou.

Ao longo da intervenção, o líder do CHEGA acusou os “partidos do sistema” de temerem a autonomia de pensamento das novas gerações. “O poder político passou a ter medo da verdadeira liberdade. Não querem jovens que pensem por si, que não pensem como o PS nem como o PSD”, declarou.

Ventura rejeitou igualmente que a iniciativa esteja verdadeiramente centrada na proteção das crianças, defendendo que o objetivo subjacente é reforçar mecanismos de controlo. “Isto não é sobre liberdade. É sobre controlo, controlo das mentes e do futuro”, sublinhou.

O líder do segundo maior partido assegurou que o CHEGA votará contra o diploma e prometeu oposição firme a qualquer medida que considere atentatória da liberdade digital. “Não deixaremos passar. Viva a liberdade!”, concluiu.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA quer que os profissionais da Força Especial de Proteção Civil passem a ser reconhecidos como profissão de desgaste rápido, defendendo que as funções que exercem justificam regras específicas no acesso à aposentação.
A carga fiscal em Portugal manteve-se em níveis elevados em 2025, fixando-se nos 35,4% do Produto Interno Bruto (PIB), ligeiramente acima dos 35,2% registados no ano anterior.
O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, arguido no processo relacionado com despesas em almoços de dirigentes municipais, afirmou que “odeia o que André Ventura representa”.
A Câmara Municipal de Matosinhos adjudicou, por ajuste direto, um contrato à sociedade de advogados Vieira de Almeida, onde a filha da presidente socialista da autarquia, Luísa Salgueiro, exerce funções como advogada estagiária.
A repressão dos protestos no Irão chegou ao Parlamento português. O CHEGA apresentou uma proposta que recomenda ao Governo a expulsão do embaixador iraniano em Portugal, acusando o regime de Teerão de violar direitos fundamentais e reprimir violentamente manifestações pró-democracia.
O CHEGA vai indicar Rui Gomes da Silva para o Conselho Superior da Magistratura e Fernando Silva para o Conselho Superior do Ministério Público, ambos membros do "Governo sombra" do partido, indicou hoje André Ventura.
O líder do CHEGA revelou hoje que chegou a acordo com o PSD sobre as eleições para os órgãos externos e anunciou que os dois partidos vão apresentar uma lista conjunta de candidatos ao Conselho de Estado.
O CHEGA apresentou no Parlamento um projeto de lei que pretende restringir a realização de celebrações muçulmanas em espaços públicos e impor novas regras no financiamento e construção de novas mesquitas no país.
O líder do CHEGA associa a subida do custo de vida à guerra na Ucrânia e defende descida de impostos para aliviar os portugueses.
O grupo municipal do CHEGA em Oeiras apresentou uma moção de censura ao executivo liderado por Isaltino Morais, na sequência da acusação do Ministério Público relacionada com despesas em refeições pagas com fundos públicos.