Mais de 100 mil sinistros participados às seguros devido ao mau tempo

A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) avançou este sábado ter participados mais de 100 mil sinistros, metade dos quais comunicados na ultima semana, referindo que desde a primeira hora as seguradoras estão no terreno das zonas afetadas.

© CMO

Em comunicado divulgado este sábado, a APS refere que estão “neste momento participados mais de 100 mil sinistros. Destes, metade só foram participados nesta última semana”.

De acordo com a nota, “75% dos sinistros já foram objeto de 1ª peritagem, de adiantamento, ou pagamento total ou parcial das indemnizações, e/ou aguardam o envio de orçamentos ou documentos comprovativos dos danos sofridos para serem definitivamente dados como concluídos”.

Aqueles que ainda não têm peritagens feitas deve-se, na maioria dos casos e de acordo com a APS “a problemas de acesso aos locais, inundados ou com vias interditadas, ou respeitam a participações efetuadas muito recentemente”.

Segundo a nota, as seguradoras estão no terreno, “desde a primeira hora do dia 28 de janeiro”, com equipas multidisciplinares que incluem “centenas de peritos, a apoiar os seus clientes, em estreita colaboração com as autarquias afetadas por esta sucessão de tempestades, muitas delas também segurados”.

Para a associação representativa do setor, o compromisso assumido com o Governo de ter 80% das peritagens efetuadas nos 15 dias após essa participação “está a ser plenamente cumprido — e até superado”.

O organismo refere que tal só foi possível “graças à capacidade de organização e decisão das empresas de seguros que, desde logo, por iniciativa própria e sem necessidade de apelos a que o fizessem, implementaram medidas excecionais para acelerar a avaliação, a reparação ou o adiantamento de verbas para os seus clientes poderem fazer face aos prejuízos, sempre que tal se revela possível”.

Segundo a APS, as medidas de flexibilização e agilização dos procedimentos adotadas, são tomadas num quadro de “adequada e equilibrada resposta à urgência que a situação impõe, mas tendo sempre em conta que as indemnizações pagas pelas empresas de seguros são pagas com o dinheiro proveniente dos prémios recebidos dos seus clientes”, e que estas gerem de “modo rigoroso e responsável, sem nunca comprometer o cumprimento dos contratos e das garantias que assumem perante quem nelas depositou a sua confiança”.

A APS adianta ainda estar a recolher informação de todas as seguradoras, e que as próprias seguradoras “têm estado permanentemente acessíveis e disponíveis para partilhar essa informação, atualizada, credível e fiável, e têm-no feito sempre que tal foi solicitado”.

Este sábado, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em visita ao concelho de Alcácel do Sal, assolado por cheias, afirmou que falou com o presidente daquela associação e que, até ao momento, tinham sido recebidas cerca de 100 mil participações para a cobertura de prejuízos, das quais foram despachadas 12 mil.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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