Governo espanhol destina 7.000 milhões de euros a ajudas para afetados

O Governo de Espanha desbloqueou hoje 7.000 milhões de euros de ajudas a pessoas, empresas e municípios afetadas pelas tempestades das últimas semanas no país.

© D.R.

As ajudas contemplam, entre outras, verbas de compensação para 12.400 desalojados temporariamente por causa das chuvas e inundações (150 euros por pessoa e por dia) e 2.000 milhões de euros em transferências para os municípios, para a reparação de infraestruturas danificadas.

“Os recursos mobilizados permitirão cobrir os danos gerados nos municípios, compensar mais de 12.400 pessoas desalojadas por estes fenómenos e mitigar o impacto que sofreram casas, comércios e o setor agrícola e pesqueiro por causa das chuvas fortes e transbordos dos rios”, afirmou a ministra das Finanças, Maria José Montero, no final da reunião do Conselho de Ministros que aprovou hoje estas ajudas.

Estas ajudas somam-se a outras verbas a que os afetados poderiam ter já direito por danos e prejuízos nas suas casas e negócios provocados pelo mau tempo previstas na legislação em vigor.

A ministra realçou que as verbas para os municípios são transferências diretas do Estado e não linhas de crédito ou empréstimos do Governo central, “dinheiro que as autarquias não terão de devolver, embora tenham de justificar” os gastos.

As chuvas das últimas semanas na Península Ibérica, associadas a uma sucessão de tempestades, provocaram transbordos e inundações em várias regiões de Portugal e Espanha, com as autoridades dos dois países a garantirem que tem havido cooperação e gestão conjunta permanente na situação dos rios partilhados pelos dois países.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal e duas em Espanha na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também centenas de feridos e milhares de desalojados.

Em Espanha, o mau tempo afetou sobretudo a Andaluzia, no sul do país.

Últimas do Mundo

Jamey Carney, conhecida pelo apoio à causa palestiniana e aos direitos dos migrantes, foi encontrada morta na Irlanda. O principal suspeito é o companheiro, que abandonou o país e acabou detido na Jordânia.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 119 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.
Os incêndios em França, incluindo na histórica floresta de Fontainebleau, a menos de 100 quilómetros de Paris, levaram à detenção de 30 adultos e 29 menores, informou o ministro do Interior.
Há mais de uma década que a União Europeia (UE) regista mais mortes do que nascimentos. Ainda assim, a população continua a crescer porque entram mais pessoas do que aquelas que abandonam o espaço europeu.
Oito mulheres foram mortas desde o início de 2026. Em sete dos homicídios existe um suspeito identificado e, em seis deles, o alegado autor é um cidadão estrangeiro, segundo dados da Women’s Aid.
Portugal tinha 331 camas hospitalares por 100 mil habitantes em 2024, atrás da média da União Europeia (507).
Quatro pessoas acusadas de pertencerem a rede criminosa que desviou 140 milhões de euros com fraudes cibernéticas em vários países europeus foram detidas em Portugal, Espanha e Panamá, anunciou hoje a polícia espanhola.
Dezasseis membros de uma rede de prostituição chinesa foram detidos e 26 mulheres exploradas sexualmente foram libertadas em Espanha, declararam hoje as autoridades locais.
O Parlamento Europeu aprovou ontem a sua posição sobre a polémica proposta conhecida como 'Chat Control'. Contudo, o texto acabou por sofrer alterações graças a propostas apresentadas pelo grupo Patriots for Europe, onde se integram os eurodeputados do CHEGA.
As autoridades da autonomia espanhola da Andaluzia indicaram hoje que há 19 pessoas desaparecidas no incêndio em Los Gallardos, Almeria, que causou pelo menos 12 mortos e oito feridos.