Mau tempo: Região Metropolitana de Coimbra distribui comunicação via satélite pelos 19 municípios

A Região Metropolitana de Coimbra reforçou a resiliência do território face a situações de catástrofe e distribuiu sistemas de comunicação via satélite pelos 19 municípios.

© Paulo Novais/Lusa

“Esta necessidade já tinha sido identificada durante a passagem da tempestade Leslie [2018] no nosso território, tendo sido possível, agora, reforçar a capacidade de comunicação da Região através dos investimentos territoriais integrados previstos no PT2030”, referiu a Região Metropolitana de Coimbra.

Devido à proximidade da depressão Kristin e ao risco elevado de falhas nas redes convencionais, a Região Metropolitana, em articulação com os municípios, antecipou a entrega de 19 equipamentos de comunicação satélite.

O objetivo foi garantir que os Centros de Coordenação Operacional Municipais mantivessem a capacidade de comunicação ininterrupta, mesmo em caso de colapso das infraestruturas de comunicações.

Segundo a Região Metropolitana, a operação estendeu-se além das sedes de concelho “para proteger as populações mais vulneráveis”.

“Perante o risco de aldeias ficarem isoladas devido a cheias e cortes de acessos viários, a Região Metropolitana de Coimbra reforçou alguns municípios com terminais adicionais para assegurar a ligação direta aos centros de operações, garantindo a manutenção das comunicações”.

Este investimento permitiu que a Região Metropolitana de Coimbra fosse “dos únicos territórios afetados pela tempestade Kristin que não necessitou de ajuda externa para garantir a existência de rede de internet via satélite, o que representa um sinal de resiliência e autonomia em momentos críticos”, afirmou a presidente a Região Metropolitana de Coimbra, Helena Teodósio, citada numa nota de imprensa.

Para os autarcas, este investimento representa “um passo significativo na modernização da Proteção Civil da Região de Coimbra, utilizando tecnologia de ponta para mitigar os efeitos de acidentes graves e catástrofes no território”.

Numa segunda fase, estes equipamentos serão também disponibilizados aos corpos de bombeiros da Região Metropolitana de Coimbra, reforçando a rede no território.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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