“Reforma dourada” de Centeno sob escrutínio no Parlamento graças ao CHEGA

A reforma antecipada de Mário Centeno passou de decisão interna do Banco de Portugal para tema central de escrutínio político, depois de o CHEGA ter exigido explicações no Parlamento. O foco está agora nos critérios, nos acordos internos e na transparência do processo.

© Folha Nacional

O CHEGA levou ao Parlamento o caso da aposentação de Mário Centeno, antigo governador do Banco de Portugal, exigindo esclarecimentos sobre as condições em que passou à reforma aos 59 anos.

O requerimento apresentado pelo partido foi aprovado esta quarta-feira na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, determinando a audição do atual governador, Álvaro Santos Pereira, bem como da administradora responsável pelo pelouro dos recursos humanos da instituição.

Em causa está a saída de Centeno ao abrigo do fundo de pensões do Banco de Portugal, na sequência de um acordo interno que lhe assegura uma pensão completa, apesar de se encontrar a poucos meses de cumprir os requisitos formais para a reforma.

Para o CHEGA, trata-se de um processo que suscita dúvidas e exige escrutínio. O deputado Eduardo Teixeira considerou que a situação “merece esclarecimentos”, questionando as motivações e os termos em que a decisão foi tomada.

Para além da audição, foram solicitados elementos detalhados, incluindo a ata da decisão do Conselho de Administração, o valor da pensão atribuída e o número de anos de descontos efetuados por Mário Centeno.

O caso ganhou relevância mediática após notícias que apontam para uma eventual equiparação de direitos, mesmo sem o cumprimento integral dos critérios exigidos, intensificando o debate em torno da transparência e da equidade no acesso a pensões de elevado valor.

Com esta iniciativa, o CHEGA obriga o Banco de Portugal a prestar esclarecimentos sobre um processo que está a gerar polémica e a levantar questões sobre a gestão de benefícios no setor público.

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