Governo falha promessa: mais de 18 mil candidaturas por abrir deixam famílias sem teto após a tempestade

Meses depois das tempestades que devastaram o país, a resposta do Estado continua longe de chegar ao terreno: a maioria das cerca de 18 mil candidaturas para reconstrução de casas na região Centro ainda nem sequer foi analisada e apenas 200 receberam pagamento.

© D.R.

A reconstrução das casas destruídas pelas tempestades de início do ano continua praticamente parada na região Centro. A confirmação foi dada pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), que admite uma realidade difícil de ignorar: milhares de processos continuam por abrir devido à falta de capacidade técnica.

Segundo Ribau Esteves, o volume de candidaturas (cerca de 18 mil) está longe de ser acompanhado pela resposta administrativa. Até ao momento, apenas cerca de 200 apoios foram pagos, um número considerado “objetivamente baixo” face à dimensão dos estragos.

A maior pressão concentra-se em seis concelhos — Leiria, Pombal, Marinha Grande, Batalha e Sertã — que representam a esmagadora maioria dos pedidos submetidos.

Apesar de garantias de que os pagamentos poderão ser rápidos após validação dos processos, o entrave mantém-se: falta de técnicos e de meios para dar resposta à avalanche de candidaturas.

Do lado dos municípios, fala-se numa tentativa de reforço de meios e numa “entreajuda” entre autarquias, numa corrida contra o tempo para acelerar os apoios.

Recorde-se que as tempestades que atingiram Portugal entre janeiro e fevereiro provocaram dezenas de mortos, centenas de desalojados e prejuízos avultados, deixando milhares de famílias dependentes de um apoio que tarda em chegar.

Últimas do País

Mais de 50 concelhos do interior, de oito distritos de Portugal, enfrentam hoje perigo máximo de incêndio, no dia em que se espera descida da temperatura
Presidente do CHEGA considera que o ministro da Administração Interna não reúne condições para continuar no cargo, critica as explicações prestadas na primeira conferência de imprensa realizada após serem conhecidos os casos polémicos que o envolvem e apela à intervenção do Presidente da República.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve tem por cobrar 1.234.358 euros relativos a serviços prestados a pessoas estrangeiras não residentes em Portugal, em 2023 e 2024, revela uma auditoria da Inspeção-Geral de Atividades em Saúde (IGAS).
Um homem, de 23 anos, foi detido pela PSP e ficou em prisão preventiva por suspeitas de ter agredido a ex-companheira, de 39, depois de ter forçado a entrada na sua casa, em Beja, foi hoje divulgado.
O Tribunal de Ponte de Lima decretou prisão preventiva para um jovem de 27 anos, suspeito de atear cinco focos de incêndio em Ponte de Lima, "num curto espaço de tempo", revelou hoje a GNR.
O Governo está a preparar uma nova Estratégia Nacional para as Comunidades Ciganas, com medidas nas áreas da educação, habitação, emprego, saúde, associativismo e mediação intercultural, mas continua sem revelar quanto custará o plano aos contribuintes.
O acolhimento de cada refugiado em Portugal pode representar uma despesa pública próxima dos 12 mil euros por ano, considerando os custos com alojamento, alimentação, acompanhamento social e acesso aos cuidados de saúde.
Português de 41 anos fugiu após o homicídio, ocorrido em agosto do ano passado, mas acabou localizado no sul de França. Foi extraditado para Portugal e ficou em prisão preventiva.
A Câmara de Manteigas está a efetuar interrupções programadas no abastecimento de água na zona norte da sede do concelho na sequência da redução do caudal das nascentes que abastecem um dos reservatórios que servem aquela vila.
Operação em Loulé e Albufeira terminou com três detenções, dezenas de buscas e a apreensão de droga, dinheiro, notas falsas e material usado no tráfico. Outros três suspeitos foram constituídos arguidos.