CHEGA exige conhecer custos do SNS com tratamentos de estrangeiros

O CHEGA quer que o Governo faça um levantamento detalhado dos custos suportados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) com cidadãos estrangeiros, no âmbito dos acordos bilaterais celebrados com outros países.

© Folha Nacional

A proposta a que o Folha Nacional teve acesso foi apresentada através de um projeto de resolução e surge num contexto em que o partido alerta para a pressão crescente sobre o SNS, apontando para falta de recursos humanos, longos tempos de espera e dificuldades no acesso a cuidados de saúde.

No documento, o CHEGA reconhece o papel do SNS enquanto pilar do Estado social, mas defende que a gestão atual carece de maior transparência, sobretudo no que diz respeito aos encargos associados ao atendimento de cidadãos estrangeiros ao abrigo de acordos internacionais.

Segundo o partido líder da oposição em Portugal, existe falta de informação pública sobre os valores efetivamente pagos pelo Estado português, os montantes reembolsados pelos países de origem e eventuais dívidas por regularizar. Esta ausência de dados, argumenta, dificulta a avaliação do impacto financeiro destes acordos no sistema de saúde.

A iniciativa recomenda que o Governo identifique os custos totais suportados pelo SNS, os valores recuperados junto dos países signatários e o número de beneficiários abrangidos. Defende ainda uma análise específica dos acordos com os países africanos de língua oficial portuguesa, bem como a apresentação de relatórios regulares ao Parlamento.

O partido propõe também que seja feita uma caracterização detalhada dos utentes estrangeiros atendidos no SNS, incluindo o tipo de cuidados prestados, os custos associados e a situação de cobrança dos serviços.

Para o CHEGA, este levantamento é essencial para garantir maior controlo financeiro e assegurar a sustentabilidade do sistema, numa altura em que aumenta a procura por cuidados de saúde em Portugal.

A proposta será agora apreciada no Parlamento em breve pelos deputados.

Últimas do País

Um homem de 34 anos suspeito de vários assaltos a postos de abastecimento de combustível, e outros estabelecimentos comerciais ocorridos nos últimos meses em Aveiro, vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, informou hoje a PSP.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve na quinta-feira, no Aeroporto de Lisboa, uma mulher procurada pelas autoridades da Dinamarca, país de onde fugiu acompanhada por um filho menor, à guarda do progenitor, foi hoje divulgado.
O homem de 49 anos que tinha sido detido este mês por suspeita de atear vários incêndios florestais em Águeda, no distrito de Aveiro, voltou a ser detido pelo mesmo crime, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve em Lisboa um cidadão estrangeiro, de 32 anos, procurado pelas autoridades brasileiras por um crime de tráfico de droga, foi hoje divulgado.
A GNR contabilizou hoje de manhã 380 camiões na marcha lenta organizada por empresários do setor das terraplanagens e realçou que o protesto decorreu sem incidentes.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) registou um total de 99 acidentes nas estradas da Região Autónoma da Madeira na última semana, que fizeram 29 feridos, quatro dos quais graves, e uma vítima mortal.
Luísa Ribeiro integra uma das equipas candidatas à liderança da televisão pública, mas mantém um processo contra o Estado e a Presidência do Conselho de Ministros, precisamente a área governativa que tutela a RTP. Caso estará relacionado com a sua saída da administração da AIMA.
O Ministério Público (MP) acusou de homicídio qualificado um homem de 51 anos que, em dezembro de 2025, matou a golpes de enxada uma vizinha de 71 anos em Adaúfe, Braga, por causa de uma dívida de 35 euros.
O Presidente da Junta de São Marcos da Serra é acusado de ter feito uma denuncia falsa à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens depois de estes o terem enfrentado. Questionado pela Sábado sobre se ainda tem condições para continuar, Márcio Coelho responde: "Obviamente".
O presidente do CHEGA, André Ventura, lamentou hoje a morte de uma bombeira de 24 anos que combatia um incêndio florestal em Resende e destacou a sua "coragem, dedicação e sacrifício".