“Neste momento, a nossa maior preocupação será avaliar o que será o risco daqui para a frente, ao longo do próximo ano”, disse o presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, Celso Bettencourt, à agência Lusa.
O autarca falava na sequência da visita que elementos do (Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC), Proteção Civil Municipal, Junta de Freguesia, Câmara Municipal fizeram ao local, visando “analisar o que será feito os próximos tempos”.
Celso Bettencourt assegurou que, de momento, “não há perigos iminentes”, embora exista alguma “movimentação de terra e pedras” na escarpa, porque “há terra solta que estava num patamar superior, que ficou no patamar intermédio e vai acabar por cair”.
“Mas nada de preocupante porque vai cair para o leito da ribeira que também está a fluir de forma natural”, vincou.
Na próxima semana, disse, o LREC vai enviar um relatório da análise para aferir se “existe perigo de mais derrocadas, principalmente na zona onde existe uma habitação, da qual uma família que foi retirada por prevenção”.
Será com base nas conclusões da avaliação deste laboratório que as autoridades vão decidir se é necessário “deslocar essa família de forma permanente, se houver perigo”, indicou o autarca.
“Para decidirmos, precisamos deste relatório, que será importante para nós, além de ser necessário durante o próximo ano monitorizar, saber se irá existir abertura de mais fendas e isso será um trabalho que terá de ser feito a médio e longo prazo para percebermos se isto será uma situação isolada ou que poderá não ocorrer mais nenhuma vez, coisa que não podemos garantir”, explicou.
Celso Bettencourt reforçou que será feita a monitorização desta situação “a médio e longo prazo e para perceber acima de tudo qual será o desenvolvimento desta movimentação de massa, que foi considerável”.
Uma derrocada de grandes dimensões ocorreu sexta-feira numa vertente do sítio da Seara Velha, na freguesia do Curral das Freiras, não havendo registo de vítimas ou danos em habitações e apenas uma família foi retirada por prevenção.
O leito da Ribeira dos Socorridos, que atravessa a localidade, ficou parcialmente obstruído, mas sem comprometer a passagem da água.
Embora a situação esteja a ser tratada no patamar municipal, o Serviço Regional de Proteção Civil da Madeira indicou estar preparado para um eventual reforço das operações.
Já a Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas indicou que foi instalado um posto de trabalho permanente do Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC) na Junta de Freguesia do Curral das Freiras.
“O posto tem como objetivo garantir a proximidade à zona afetada e acompanhar de forma contínua os trabalhos de intervenção, bem como assegurar o apoio técnico necessário às entidades competentes no terreno”, refere em comunicado.