Metro do Porto assume e corrige infiltrações em edifícios novos em Gaia

A Metro do Porto encomendou um projeto de correção de diversas infiltrações em edifícios da extensão da linha Amarela (D), em Gaia, inaugurada há menos de dois anos, de acordo com documentos consultados pela Lusa.

© Facebook/MetroPorto

De acordo com o caderno de encargos para a prestação de serviços para elaboração de um projeto de melhorias da linha Amarela (D), em causa estão intervenções na estação Manuel Leão, no Parque de Material e Oficinas (PMO) de Vila d’Este, na própria estação de Vila d’Este e na estação de Santo Ovídio, todas parte da extensão da linha Amarela (D), que foi inaugurada há menos de dois anos, no final de junho de 2024.

Relativamente à estação Manuel Leão, a Metro do Porto assume que “tem sido observada, na zona localizada por baixo da cobertura do anfiteatro, a presença de infiltrações generalizadas, que se manifestam visivelmente nomeadamente em alguns pilares estruturais”.

“Torna-se, portanto, necessário proceder à avaliação da origem e da extensão dessas infiltrações, bem como realizar uma revisão da rede de drenagem existente à superfície do anfiteatro e definir as ações corretivas necessárias”, bem como “promover a impermeabilização” da estrutura.

A Metro do Porto assume também uma “inundação no subcais da estação”, constatando-se “uma aparente capacidade insuficiente do grupo de bombagem no escoamento das águas, comprometendo assim a eficácia do sistema de drenagem e potenciando a acumulação de água no local”.

“Entende-se que a alteração do traçado final da rede de drenagem das águas pluviais da estação, assim como o desvio do escoamento das águas provenientes do dreno do túnel graviticamente para a caleira central da via poderão ser pontos de melhoria significativa”, indica a empresa.

Há também a necessidade de instalar grelhas de drenagem no fim das escadas fixas da estação, pois “sempre que ocorre precipitação elevada, verifica-se uma tendência para o acumular de águas nos patamares das escadas fixas e a sua entrada para o interior da estação, causando acumulação de água nos átrios e mezaninos, comprometendo as condições de segurança e circulação de clientes”.

É também pedida uma correção da grade de enrolar de acesso à estação, a alteração de contadores, pontos de água e caleiras, a instalação de tapetes embutidos na entrada da estação e mudanças nos portões de acesso aos túneis e remates de muros.

Já no Parque de Material e Oficinas (PMO), refere, “têm sido observados diversos empoçamentos de água no parqueamento de veículos (…) durante períodos de precipitação”, presumindo-se que “a raiz destes problemas esteja relacionada com a inexistência de pendentes do pavimento, não sendo assegurado o escoamento adequado das águas pluviais até às grelhas de drenagem existentes, originando assim o acumular de água em determinadas zonas do pavimento”.

No edifício da portaria do PMO também “foram identificadas acumulações de água e inundações de águas”, tendo já sido “desenvolvido o projeto para correção desta situação com correção e melhoria da drenagem deste local, tornando-se necessário proceder à sua implementação e assegurando condições adequadas de segurança e funcionamento”.

No PMO há também necessidade de melhorar o isolamento térmico do edifício dos condutores, que “carece do cumprimento da regulamentação em vigor em termos de condições de trabalho e regulamento térmico”, sendo registadas queixas “tanto em período de calor excessivo como em situações de frio intenso”.

Em vários trechos de via há também “a necessidade de melhoria da rede de drenagem, nomeadamente através da instalação de caixas com grelha de limpeza”.

Na estação de Vila d’Este as intervenções em causa visam a relocalização de um contador, a instalação de um ponto de água, a melhoria do escoamento nos abrigos e o revestimento de um lote adjacente à via, e em Santo Ovídio a instalação de uma casa de banho para os condutores dos veículos, “entre o término do viaduto e a estação”.

 

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