Em Portugal, apenas 20% dos ciganos trabalham. No resto da Europa a média é de 54%

Um em cada cinco trabalha: Baixa taxa de emprego e elevada dependência de apoios marcam realidade das comunidades ciganas em Portugal.

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Um estudo sobre as comunidades ciganas em Portugal revela uma baixa participação no mercado de trabalho e uma elevada dependência de apoios sociais. Apenas cerca de 20% dos indivíduos inquiridos afirmam ter uma profissão ou atividade profissional, enquanto 54% estão desempregados, à procura do primeiro emprego ou nunca trabalharam.

Os dados indicam que o trabalho não constitui a principal fonte de rendimento, sendo frequentemente substituído por prestações sociais, como o Rendimento Social de Inserção (RSI), pensões e outros apoios, bem como pelo suporte familiar. Esta realidade varia em função da idade e do nível de escolaridade.

A escolaridade surge como um fator determinante: níveis mais baixos de educação estão diretamente associados a uma maior dependência de apoios sociais, enquanto níveis mais elevados aumentam a probabilidade de integração no mercado de trabalho.

O estudo evidencia ainda uma realidade preocupante: uma parte significativa dos beneficiários de pensões e apoios sociais apresenta baixos níveis de literacia, o que limita as oportunidades de inserção profissional e perpetua situações de exclusão.

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