Mau tempo. Há 34 mil candidaturas para apoios para reconstrução de casas

As candidaturas a apoios para reconstrução de casas danificadas pelo mau tempo atingiram as 34 mil, disse hoje à agência Lusa o coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes.

© D.R.

“Foram cerca de 34 mil [candidaturas], 33.900 e qualquer coisa”, declarou Paulo Fernandes.

A entrega de candidaturas iniciou em 05 de fevereiro e terminou na terça-feira.

Os apoios financeiros para reparar os estragos em habitações causados pelo mau tempo são atribuídos no prazo máximo de três dias úteis nas despesas até cinco mil euros (com fotografias), que dispensam vistoria, e em até 15 dias úteis nos restantes, até 10 mil euros.

Segundo Paulo Fernandes, o concelho de Leiria lidera o ‘ranking’, aproximando-se das 10 mil candidaturas.

Hoje, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, garantiu que, até 30 de junho, todas as casas afetadas pelo mau tempo que assolou Portugal em janeiro e fevereiro vão ter a avaliação dos prejuízos feita.

Questionado se esse prazo é exequível, o coordenador da Estrutura de Missão declarou que “esse foi o compromisso assumido em reunião liderada pelo sr. ministro com todas as CIM [comunidades intermunicipais] e todas as CCDR [comissões de coordenação e desenvolvimento regional], foi um prazo que se estabeleceu entre todas as partes”.

“Na semana anterior, os municípios estavam a despachar cerca de 2.500 a 3.000 candidaturas por semana, são esses os termos em que estão. Por isso, pode haver condições, se este ritmo de velocidade dita de cruzeiro continuar, de estarmos em 30 de junho com as candidaturas resolvidas ou aquelas que merecem o pagamento estarem pagas, mesmo que possa haver ainda uma ou outra situação relativamente a indeferimentos que ainda possa estar a ser discutida com os requerentes”, adiantou Paulo Fernandes.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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