Quase 40% dos abortos em Portugal são feitos por mulheres imigrantes

Portugal registou 18.601 abortos em 2024, mais 5% do que no ano anterior, com quase quatro em cada dez interrupções da gravidez a serem realizadas por mulheres estrangeiras.

© D.R.

O número de interrupções voluntárias da gravidez voltou a aumentar em Portugal. Em 2024, foram realizados 18.601 abortos em estabelecimentos de saúde públicos e privados, o que representa uma subida de 5% face ao ano anterior e confirma a tendência de crescimento iniciada em 2022, segundo dados da Direção-Geral da Saúde (DGS), consultados pelo Correio da Manhã (CM).

Apesar da subida, o total continua abaixo do máximo registado em 2011, quando se contabilizaram 20.505 interrupções da gravidez, quatro anos após a legalização. Desde então, os números tinham vindo a descer de forma gradual, contrariando os receios manifestados pelos opositores da despenalização. Essa tendência, porém, foi interrompida nos últimos dois anos.

A subida mais recente está, em parte, associada ao peso da população estrangeira. Segundo o Correio da Manhã, das interrupções da gravidez realizadas por opção da mulher em 2024, 7.163 foram feitas por mulheres estrangeiras, o equivalente a 39,6% do total. O valor representa um aumento de 6,6 pontos percentuais face a 2023 e praticamente duplicou ao longo da última década.

A própria DGS admite que estes números devem ser analisados em paralelo com o aumento da natalidade entre mulheres não portuguesas. Em 2025, dos 89.162 nascimentos registados no país, 25.083 foram de mães estrangeiras, o que corresponde a 28% do total.

Ainda assim, a autoridade de saúde sublinha que os dados refletem também fragilidades no acesso ao planeamento familiar, apontando fatores como barreiras linguísticas, diferenças culturais, menor literacia em saúde e dificuldades no acesso ao Serviço Nacional de Saúde como elementos que condicionam o acompanhamento destas mulheres.

De acordo com o Correio da Manhã, entre as mulheres estrangeiras, são as de nacionalidade brasileira, angolana e cabo-verdiana as que mais recorrem à interrupção voluntária da gravidez em Portugal.

Últimas do País

A média de graduação dos professores que concorrem em mobilidade interna é cada vez mais baixa, porque são cada vez mais novos, estando a perder-se a “memória pedagógica”, de acordo com plataforma que retrata a classe docente.
O julgamento de dois homens suspeitos de tráfico de droga, previsto iniciar hoje de manhã no Tribunal de Leiria, foi adiado pela segunda vez porque a prisão não conduziu de novo um arguido, motivando críticas da juíza presidente.
A associação Estrada Viva defendeu que as trotinetes “não são um problema comparadas com os automóveis”, considerando que o foco neste meio, que gerou debate recente no Porto e em Gaia, ignora o domínio do automóvel na sinistralidade rodoviária.
Portugal registou 18.601 abortos em 2024, mais 5% do que no ano anterior, com quase quatro em cada dez interrupções da gravidez a serem realizadas por mulheres estrangeiras.
O Tribunal Judicial de Évora decretou a prisão preventiva de cinco homens do grupo de oito pessoas detido pela PSP por suspeitas de tráfico de droga naquela cidade alentejana, revelou hoje fonte daquela força policial.
Os programas destinados a agressores de violência doméstica têm cada vez mais participantes - só nos primeiros três meses do ano o número aumentou 8,9% -, e as prisões têm uma academia para formar guardas e técnicos na área.
A Marinha coordenou o resgate médico de uma mulher de 76 anos, de nacionalidade norte-americana, que estava a bordo de um navio de cruzeiro que navegava a oeste do arquipélago dos Açores, foi este domingo divulgado.
Os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga estão este domingo sob aviso amarelo devido à previsão de chuva, podendo ser acompanhada de trovoada e de queda de granizo, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Um sismo de magnitude 3,1 na escalada de Richter foi sentido este sábado na ilha Terceira, informou o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA).
Cerca de 20 mil clientes continuam sem serviços fixos de comunicações, três meses depois de a depressão Kristin ter atingido o país, revelou à agência Lusa a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).