Em comunicado, a PJ revela que aquela operação visou o “cumprimento de nove mandados de busca, incluindo três em residências e três em instalações de um instituto público”, que permitiram a “apreensão de um relevante acervo documental, especialmente de dados informáticos e correspondência eletrónica”.
Fonte conhecedora do processo disse à agência Lusa que as buscas ocorreram, nomeadamente, na delegação da AIMA, em Ponta Delgada, na quarta-feira.
No comunicado, a PJ adianta estar a investigar “crimes de abuso de poder, recebimento indevido de vantagem e de corrupção”, tendo a operação sido realizada no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Comarca dos Açores.
“Em causa estão suspeitas da prática de atos ilícitos por funcionários públicos, consistindo na atribuição indevida de prioridade a determinados atendimentos e ao tratamento de processos, mediante contrapartidas de natureza patrimonial”, lê-se na nota enviada às redações.
A PJ realça que as “diligências contaram com a colaboração de Peritos da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática (UPTI)” daquela polícia.
“A investigação prossegue com vista ao cabal esclarecimento dos factos”, conclui a PJ.