Mas esta mudança acontece num momento em que a União Europeia está, ao mesmo tempo, a reforçar significativamente os gastos com políticas de imigração e asilo, um tema que continua longe do centro do debate público quando se fala de fundos europeus.
Enquanto Bruxelas anuncia milhões para inovação, habitação ou energia, decorre em paralelo um aumento do investimento em programas ligados à gestão de fluxos migratórios, integração e controlo de fronteiras, através de instrumentos como o Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração (FAMI).
Para os mais críticos, isto levanta uma questão de transparência: fala-se das verbas para competitividade ou habitação, mas evita-se discutir o aumento global de despesa associado às políticas migratórias.
Num contexto de pressão sobre serviços públicos e custo de vida elevado, cresce o debate sobre prioridades e sobre a forma como o dinheiro europeu (e nacional) está a ser utilizado.
A questão não é apenas para onde vão os 2,5 mil milhões agora redistribuídos, mas sim o quadro geral de despesas que está a ser construído à escala europeia.