Corrupção milionária leva autarca chinês ao corredor da morte

Subornos de milhões e abuso de poder ditam sentença máxima. Estado confisca bens e direitos políticos.

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Um antigo dirigente político chinês foi condenado à pena de morte após ter sido considerado culpado de corrupção em larga escala, num caso que expõe a dimensão dos esquemas ilícitos no aparelho estatal, avança o portal News Nine.

Luo Zengbin, de 59 anos, antigo responsável máximo do Partido Comunista na cidade de Haikou, capital da província de Hainan, é acusado de ter utilizado os cargos que ocupou ao longo da carreira para obter vantagens indevidas em processos relacionados com contratos, projetos e financiamento público.

De acordo com a decisão judicial, o ex-autarca terá recebido subornos superiores a 317 milhões de yuan — cerca de 46 milhões de dólares — em troca de favores políticos e administrativos. O tribunal considerou que os montantes envolvidos e os prejuízos causados ao Estado justificam a aplicação da pena mais severa.

Além da condenação à morte, refere a mesma fonte, Luo foi destituído de todos os direitos políticos e viu os seus bens pessoais apreendidos, incluindo os valores considerados ilícitos, que serão revertidos a favor do Estado.

A investigação teve início no final de 2024, tendo culminado, meses depois, com a expulsão do dirigente do Partido Comunista e a sua destituição de funções públicas. Em 2025, foi formalmente acusado e levado a julgamento.

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