Ameaça de motim: reclusos enfrentam guardas e recusam voltar às celas em Lisboa

Manhã de tensão no Estabelecimento Prisional de Lisboa deixou sinais de alarme dentro da cadeia. Ainda assim, os guardas prisionais conseguiram travar a escalada apenas através da vigilância e negociação no interior do estabelecimento.

© D.R.

O barulho começou cedo. Gritos, correria e portas metálicas a bater ecoaram esta terça-feira na Ala E do Estabelecimento Prisional de Lisboa, onde dezenas de criminosos se envolveram numa rixa que rapidamente fez soar o alerta entre os guardas prisionais.

Segundo o Jornal de Notícias, durante vários minutos, o cenário esteve longe da normalidade dentro da prisão da capital. Depois da abertura das celas, grupos de reclusos envolveram-se em confrontos físicos e a tensão subiu ainda mais quando cerca de três dezenas recusaram regressar às celas.

Apesar do ambiente explosivo, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais garante que não houve feridos, nem entre os presos nem entre os elementos da guarda prisional. Segundo a mesma entidade, a situação acabou controlada sem recurso a força coerciva.

Os guardas prisionais conseguiram travar a escalada apenas através da vigilância e negociação no interior do estabelecimento.

Os reclusos identificados como responsáveis pela desordem vão agora enfrentar processos disciplinares, deixando exposta a fragilidade da tensão que diariamente se vive atrás das grades em Lisboa e em muitos estabelecimentos do país.

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