CHEGA/Açores questiona sobre “dimensão” do consumo de álcool juvenil

O CHEGA/Açores pediu esclarecimentos ao Governo açoriano sobre "a verdadeira dimensão" do consumo de álcool entre os jovens, alertando para "o aparecimento de casos cada vez mais precoces" de dependência alcoólica, foi anunciado.

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Têm aumentado os casos de dependência alcoólica entre os jovens açorianos, que têm procurado tratamento clínico para este problema que se tem agravado junto da população mais jovem”, denuncia o partido, em nota de imprensa, indicando que enviou um requerimento à Assembleia Regional exigindo esclarecimentos para “este aumento de consumos”.

O partido assinala que foram “tornados públicos casos de jovens entre os 24 e os 28 anos internados por dependência alcoólica na Unidade de Alcoologia da Casa de Saúde de São Rafael, na ilha Terceira”, bem como os “alertas dos profissionais de saúde que confirmam uma redução significativa da idade dos utentes e um agravamento dos consumos”.

Nas questões colocadas ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), através do requerimento entregue no parlamento açoriano, os deputados do CHEGA/Açores pretendem “apurar a verdadeira dimensão do problema nos Açores”.

Nesse sentido, solicitam informação sobre internamentos, admissões hospitalares relacionadas com álcool, acompanhamento clínico de jovens, recursos humanos disponíveis, programas de prevenção, fiscalização da venda de bebidas alcoólicas a menores e custos suportados pelo Serviço Regional de Saúde.

Os deputados pretendem também “avaliar a eficácia das políticas públicas atualmente implementadas na área da prevenção e combate às dependências”, acrescenta o partido.

Em concreto, os parlamentares querem aferir quantas ações de sensibilização foram realizadas nas escolas açorianas, qual o montante investido pelo Governo Regional em programas e campanhas de prevenção do alcoolismo juvenil e quais os mecanismos utilizados para avaliar a sua eficácia.

Para o líder parlamentar do CHEGA/Açores, José Pacheco, “durante demasiado tempo assistimos a campanhas, planos estratégicos e anúncios de intenções”.

“Mas aquilo que verdadeiramente importa são os resultados. Se continuamos a assistir ao aparecimento de casos cada vez mais precoces de dependência alcoólica, então temos a obrigação de avaliar o que está a falhar”, sustenta José Pacheco, citado na mesma nota.

Para o parlamentar e líder regional do partido, a região não pode continuar “a assistir ao agravamento deste problema sem uma avaliação rigorosa das políticas em vigor”.

“O Governo Regional tem a responsabilidade de explicar aos açorianos o que está a fazer para inverter esta tendência e quais os objetivos concretos que pretende atingir nos próximos anos”, defende ainda.

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